domingo, 22 de julho de 2018

Pesquisa

Grupo de biólogos estuda biodiversidade do Pantanal de Corumbá

19 OUT 2010Por Sílvio Andrade00h:00

 

Diferentes ambientes do Pantanal de Corumbá estão sendo pesquisados por um grupo de 20 biólogos recém-formados – sete da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e os demais de outras instituições de ensino do país. Eles participam do curso de pós-graduação em Ecologia e Conservação, oferecido anualmente pela UFMS, e que, além da formação, estimula trabalhos científicos em um bioma ainda pouco conhecido.
Acompanhados de professores da UFMS e de outras universidades, como a Unicamp, e de pesquisadores da Embrapa Pantanal, os biólogos são submetidos a uma maratona de tarefas diárias. Coletam e analisam material no meio ambiente, realizam estudos rápidos, apresentados oralmente e por escrito, e aprendem a metodologia de projetos científicos. Muitos destes estudos são publicados em livro.
O grupo iniciou o curso na fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, na subregião da Nhecolândia, onde conheceu um ambiente castigado pela seca. Na semana passada, os levantamentos da biologia da planície ocorreram em uma das regiões de maior relevância em biodiversidade: a Serra do Amolar. Os alunos visitaram a Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista, da EBX, empresa do empresário Eike Batista.
 
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A unidade de conservação de 12 mil hectares (antiga fazenda Novos Dourados, distante 190 km por água ao norte de Corumbá), criada em 2008, foi aberta à pesquisa científica e pela primeira vez recebe o curso da UFMS. Foi uma das fases mais profícuas da capacitação, segundo o coordenador e professor Erich Fischer, pela riqueza biológica da região, onde ocorrem influências da Amazônia, Chaco e Cerrado.
“A Serra do Amolar é particular, é um cenário diferente, com diques marginais, morraria, floresta. Esse ambiente estimula a criatividade e compromisso dos alunos em aprofundar o conhecimento da biologia dos organismos do Pantanal e suas características ambientais”, afirma Fischer. Segundo ele, o curso contribui para ampliar o interesse científico sobre o bioma, em especial no campo da conservação e seus desafios.

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