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Grupo alimentação puxou índice com reajuste de 3,99% no mês

7 ABR 10 - 23h:28
No primeiro trimestre de 2010 o grupo alimentação foi o principal responsável pelas altas do IPC, com acumulado de 3,99%. Só no mês passado, os 68 itens pesquisados em Campo Grande formaram inflação de 1,65%. Este contexto, segundo o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Cerrea de Souza, tem sido o motivo para o governo não mexer na taxa Selic.

Isso porque os produtos que mais inflacionaram no período foram os hortifrutigranjeiros − com produção altamente prejudicada pelo excesso de chuvas, principalmente em São Paulo, maior fornecedor de todo o País. “Acredito que o governo está esperando este período − que sempre foi de chuvas, porém não tão intensas − passar e a produção melhorar, fazendo com que os preços caiam. Mas, se a inflação não baixar até julho, a meta do governo pode ser prejudicada, sendo realmente necessária a alta da Selic”, contextualiza.

Em Campo Grande, entre os principais responsáveis pela alta no grupo alimentação, puxando a inflação, estão justamente as frutas, verduras e folhosas. Inflacionaram em março principalmente o tomate (56,89%), uva (19,28%), melancia (16,50%), repolho (15,10%) e limão (13,43%). No subgrupo carnes, subiram o acém (8,25%), a costela bovina (2,46%), o músculo (2,19%) e a paleta (0,84%). Já o pernil teve reajuste de 1,91%. Os miúdos de frango apresentaram acréscimo de 3,08% e o frango congelado, de 1,49%.

Entre as quedas registradas no grupo estão: a manga, que deflacionou 15,87%, a maçã (-11%) e o pepino (-6,02%). Nas carnes os principais cortes que ficaram mais caros foram: contrafilé (-9,81%), filé mignon (-7,48%) e alcatra (-3,09%).

Outros grupos
Depois da alimentação, o vestuário foi o grupo que apresentou maior elevação em seu índice: 1,33%. Os produtos que tiveram as altas de preços mais significativas foram: camisa masculina (9,97%), blusa (7,32%) e sandália/chinelo feminino (7,18%).

Em seguida ficou o grupo habitação, com índice de 0,28% em relação a fevereiro. As maiores variações positivas na composição desse índice foram: refrigerador, com 6,30%; televisor, com 5,34%; saponáceo, com 5,23%; e amaciante de roupas, com 2,95%.

Já o grupo educação apresentou relativa estabilidade, porém, também colaborou com a alta do IPC, com pequeno acréscimo de 0,06% em relação à fevereiro. Os principais componentes responsáveis pelo percentual positivo foram os produtos de papelaria, que subiram cerca de 0,56%.

Deflação
Todos os demais grupos sofreram deflação, destacando-se o de transportes, que registrou índice de -0,71%, segurando a inflação em março. As quedas de preços mais representativas ocorreram no etanol (-4,63%), ônibus intermunicipal (-1,06%), diesel (-0,57%) e gasolina (-0,39%).  (AM)
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