Grampos telefônicos

Grampos telefônicos
12/02/2010 08:13 -


As investigações da suspeita de grampo contra deputados de oposição a José Roberto Arruda trouxeram à luz evidências de que o governador, preso ontem, estava empenhado em dificultar eventuais tentativas da Polícia Federal de gravar suas conversas. Além de encomendar varreduras para detectar escutas ambientais em seu próprio gabinete e em secretarias do governo, auxiliares de Arruda chegaram a encomendar 12 telefones celulares criptografados, com tecnologia para impedir gravação das ligações. A aquisição dos aparelhos estava a cargo de Francisco do Nascimento Monteiro, encarregado da contratação dos dois policiais goianos detidos semana passada sob suspeita de espionar deputados de oposição. A conta do serviço – R$ 300 mil – seria paga com dinheiro do governo do DF ou do esquema de caixa dois desvendado pela PF. Um dos policiais detidos, Luiz Henrique Ferreira, afirmou que a ideia de Monteiro era fazer uma triangulação: entidades presididas pelo ex-assessor receberiam os recursos e os repassariam para o policial.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".