Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

DPMFI

Governo tem dívida interna de R$ 1,6 trilhão

24 MAR 2011Por estadão09h:54

A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) atingiu R$ 1,586 trilhão em fevereiro, segundo os dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

O crescimento da dívida foi de 2,82% em relação a janeiro, quando somou R$ 1,542 trilhão. A incorporação de juros no período foi de R$ 16,238 bilhões.

A parcela de títulos prefixados na composição da DPMFi subiu de 34,21% em janeiro para 34,72% em fevereiro, segundo os dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional.Os papéis remunerados pela inflação representaram 29,56% do total da dívida, em fevereiro, mostrando uma leve queda em relação aos 29,77% de janeiro.

Os títulos atrelados à Selic representaram 35,13% da dívida, em fevereiro, ante 35,42%, em janeiro. A participação dos papéis remunerados pela Selic passou a ser chamado, no documento do Tesouro de "taxa flutuante". A parcela da DPMFi atrelada ao câmbio caiu de 0,60%, em janeiro para o,58%, em fevereiro.

O custo médio da dívida interna acumulado em 12 meses subiu de 11,90% ao ano, em janeiro para 12,07% ao ano, em fevereiro. Segundo o Tesouro Nacional, esse crescimento se deve ao aumento da taxa Selic e do IPCA.

Estrangeiros

A parcela de estrangeiros no total da DPMFi caiu de 11,8% em janeiro para em 11,4% em fevereiro, um recuo de R$ 2,68 bilhões. Segundo dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional, a parcela de estrangeiros (não residentes) recuou de R$ 182 bilhões para R$ 180,68 bilhões. Esses aplicações em investimentos de estrangeiros em títulos do Tesouro ficaram mais caras depois que o governo elevou a alíquota do IOF para 6%.

Prazo

O prazo médio da DPMFi caiu de 3,54 anos, em janeiro, para 3,50 anos, em fevereiro, segundo dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional. A parcela da dívida a vencer em até 12 meses também caiu de 24,81% em janeiro para 24,28% em fevereiro.

Segundo o Tesouro, os títulos prefixados correspondem a 58,11% do montante a vencer em 12 meses, seguidos pelos títulos indexados a índices de preços que correspondem a 21,10% do total a vencer nesse período.

Dívida externa e total

O estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe) em fevereiro totalizou R$ 85,79 bilhões. Houve uma redução de 0,81% em relação a janeiro, quando totalizou R$ 86,5 bilhões.

A Dívida Pública Federal total (interna e externa) subiu em fevereiro para R$ 1,671 trilhão, um aumento de 2,63% ante janeiro, o equivalente a R$ 42,79 bilhões. Segundo dados divulgados há pouco pelo Tesouro, a parcela da DPF prefixada subiu de 33,10% em janeiro para 33,63% em fevereiro. Apesar da alta, o valor ainda está abaixo da banda para este indicador prevista no Plano Anual de Financiamento (PAF), fixada entre 36% e 40%.

A parcela atrelada a índice de preços caiu de 28,19% para 28,05%, mas está dentro da banda (26% a 29%). A parcela da DPF atrelada à taxa Selic caiu de 33,54% para 33,33% e está fora da banda (28% a 32%). Os números mostram que o Tesouro terá ainda de trabalhar ao longo do ano para reduzir a parcela atrelada ao juro básico da economia e aumentar a fatia de títulos corrigidos por taxas prefixadas.

O prazo médio da DPF fechou o mês de fevereiro em 3,64 anos, dentro da banda do PAF, de 3,5 anos a 3,7 anos.

A parcela da DPF a vencer em 12 meses fechou fevereiro em 23,60%, dentro da banda (21% a 25%).

BNDES

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, informou que o Tesouro emitiu em março títulos no valor de R$ 5,25 bilhões para completar os R$ 30 bilhões autorizados em setembro do ano passado, por meio de medida provisória, para reforçar o caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos, segundo anunciou o governo, seriam usados na capitalização da Petrobras.

Garrido disse que o restante, cerca de R$ 24,7 bilhões foram emitidos no ano passado. Com a emissão deste mês, o aporte do Tesouro no BNDES este ano sobe para R$ 60 bilhões, considerando que o governo anunciou um novo repasse para o banco de fomento de R$ 55 bilhões.

Garrido disse que ainda não houve emissão de papéis para atender este novo aporte. As condições da remuneração dos recursos, que será paga pelo BNDES ao Tesouro, não foram divulgadas.

Japão

Garrido avaliou que os preços dos papéis da dívida externa no mercado internacional foram pouco afetados pelo impacto do terremoto no Japão na economia mundial.

Garrido admitiu, no entanto, que a maior volatilidade dos mercados reduziu a janela de oportunidades para novas emissões externas do Tesouro. Segundo ele, o Tesouro continua avaliando as condições de mercado para nova emissão externa.


 

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