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tecnologia

Governo quer acelerar metas de massificação da internet

4 JUN 2011Por agência brasil20h:00

O governo federal deve adotar medidas para acelerar o processo de massificação do acesso à internet banda larga. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nessa quinta-feira (2) que o MiniCom e a Anatel estão estudando meios para que a internet chegue a pelo menos 75% da população brasileira antes do ano 2020.

Ao explicar a meta brasileira, o ministro usou como exemplo a Coreia, que hoje conta com 100% dos domicílios conectados à rede após um esforço que levou uma década e meia para mostrar resultados. “A Coreia pode servir de exemplo para o Brasil, porque nós queremos levar a internet para toda a população. Mas nós não temos 15 anos para fazer isso. Precisamos fazer em muito menos tempo”, disse.

Uma das principais preocupações está nos serviços de telecomunicações na zona rural. “Precisamos olhar para as populações, as propriedades e as empresas na área rural. Isso é uma dívida histórica que nós temos. O nosso modelo ainda não olhou com a devida atenção para o campo”, enfatizou.

Uma das medidas estudadas pelo governo para levar internet e telefonia ao campo é utilizar a faixa de espectro de 450 MHz. “Temos avaliações técnicas de que essa faixa pode ajudar muito por ser baixa, por ter possibilidade de se fazerem equipamentos simples e mais baratos”, disse.

Segundo informou o ministro das Comunicações, com o fechamento das negociações do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), aprovado nessa quinta-feira (2) na Anatel, haverá uma definição mais clara sobre como o espectro poderá ser utilizado. 

Setor privado

Bernardo considera que não é razoável a estratégia das teles de atingir apenas as grandes cidades e municípios de médio porte. De acordo com o ministro, o governo tem interesse em trabalhar em parceria com as grandes empresas, mas também vai fazer cobranças para que toda a população tenha acesso a serviços de telefonia e internet.

“Como empresas se conformam em oferecer serviços que atendem cerca de 20% da população? Não acho razoável. Acho que isso se deve à renitente opção das nossas empresas de oferecer serviço caro e atender a pouca gente. Podemos fazer muito mais do que isso”, apontou Paulo Bernardo. O ministro participou nessa quinta-feira de no 55º Painel Telebrasil, em Brasília (DF), evento promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações.

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