Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

ESCOLAS ESTADUAIS

Governo propõe aumento de 6% para professores

15 DEZ 2010Por Silvia Tada03h:15

Em assembleia geral realizada na tarde de ontem, professores do Estado rejeitaram a proposta de 6% oferecida pelo Governo do Estado, em um dos projetos enviados ontem ao Legislativo, no "pacotão" de onze projetos que devem ser analisados entre hoje e amanhã. A categoria aprovou indicativo de greve, para fevereiro, quando as aulas recomeçarem. Na sessão de hoje, docentes prometem acompanhar a votação, apesar de saberem que, com a maioria governista, o projeto deve ser aprovado.

"O Governo aprova os projetos como quiser. O que queremos deixar claro é nossa insatisfação com esse reajuste. A categoria quer uma proposta de política salarial de médio prazo, para os próximos três anos", disse o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Jaime Teixeira. De acordo com ele, apenas a reposição da inflação não garante que os professores atinjam o piso nacional para 20 horas de aula.

Atualmente, são cerca de 18 mil professores nas escolas estaduais. Além do reajuste de 6%, diretores de escola terão bônus de R$ 100. "Diretores de escola merecem mais. Não aceitamos que o governo use R$ 100 para usar os diretores como moeda de troca. Queremos isonomia entre todas as categorias", complementou Jaime.

Em sua opinião, o Governo dá marcha à ré em todos os avanços registrados no primeiro mandato de André Puccinelli. "É um atraso em relação ao primeiro governo, que havia sinalizado com a valorização da categoria. Só a reposição da inflação não garante avanços", disse o sindicalista.

 Aumento
Pela proposta enviada aos deputados, o professor de 20h, em início de carreira, recebe R$ 662,96 e incentivo de R$ 265,18, totalizando R$ 928,14. Já os docentes com carga horária de 40h terão vencimentos de R$ 1.325,92 e adicional de R$ 530,37, total de R$ 1.856,28, também para os recém-contratados.

Diretor de escola começará recebendo gratificação de R$ 1.250,00, caso o projeto seja aprovado, enquanto o diretor-adjunto, R$ 1.150,00. O reajuste passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2011. "A proposta em análise levou em consideração as disponibilidades financeiras do Estado para atender às despesas de correntes de sua aplicação e o equilíbrio das contas públicas, além de observar a Lei de Responsabilidade Fiscal", defendeu o governador, na mensagem enviada à Assembleia Legislativa.

 

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