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Governo não se sentiu acuado por greves, diz advogado-geral da União

1 SET 12 - 02h:00terra

Após mais de dois meses enfrentando greve por parte significativa dos servidores públicos federais, o governo avalia que não se sentiu ameaçado pelas paralisações. "Houve greves intensas, mas em nenhum momento o governo se sentiu acuado", afirmou nesta sexta-feira o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

O ministro defende que seja regulamentada uma lei que determine limites aos servidores em outros momentos de paralisação. "Não é possível que o direito de greve se sobreponha ao direito das pessoas em geral", avaliou Adams.

Um momento tenso durante a onda de greve dos últimos meses foi a operação-padrão da Polícia Federal em aeroportos. Na ocasião, a própria Presidência da República pediu para que a Advocacia-Geral da União entrasse com processo contra os responsáveis. "Quando se ultrapassou o limite do razoável, o governo soube responder e respondeu à altura", garantiu.

A onda de greve atingiu 54 carreiras e, mesmo argumentando responsabilidade fiscal em meio à crise, o governo cedeu e ofereceu 15,8% de reajuste em um prazo de três anos.

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