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Governo não recua e vai criar Empresa Brasileira de Seguros

14 JUL 10 - 07h:56
Adriana Fernandes (AE)  

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem, que o governo não voltará atrás na proposta de criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS). Em entrevista, na portaria do Ministério da Fazenda, Mantega fez questão de falar sobre a criação da EBS, que enfrenta forte resistência das entidades representativas das empresas de seguro e resseguro. Essas entidades estão se mobilizando contra a tentativa do governo de criar a seguradora estatal. Mantega informou que a Medida Provisória que cria a EBS será enviada em breve ao Congresso Nacional. O ministro defendeu a criação da empresa e disse que ela é importante para dar apoio aos projetos de infraestrutura que necessitam de seguro. Segundo ele, o setor não tem como dar conta de toda a necessidade de seguro para a viabilização dos projetos de infraestrutura. Ele rechaçou, no entanto, que a criação da EBS representa um novo monopólio para o setor. Ele disse que o monopólio do IRB (antigo Instituto de Resseguros do Brasil) foi quebrado e acrescentou: “nós estamos privatizando o IRB, negociando com o Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, que já são sócios do IRB”, afirmou. “Não tem nada de estatização, isso é uma bobagem”, acrescentou.
Mantega insistiu na avaliação de que a criação da EBS supre uma deficiência que existe hoje no Brasil na área de seguros. Segundo ele, a criação do Eximbank para apoiar o comércio exterior brasileiro não seria viável sem a EBS, garantindo o seguro à exportação. Mantega enfatizou que o governo já disse para empresas seguradoras que vai trabalhar em conjunto com elas, formando consórcios. Para o ministro é preciso identificar quem realmente do setor é contra a proposta. “Não são as grandes seguradoras”, disse. Ele informou que vai se reunir na próxima semana com as empresas do setor para discutir a criação da EBS. “Não vamos voltar atrás, porque ela é uma necessidade para o País”. O ministro se disse aberto para aperfeiçoar o texto de criação da MP. Segundo ele entre o espaço de discussão e votação do projeto e a criação da empresa a proposta poderá ser aperfeiçoada.
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