Terça, 12 de Dezembro de 2017

MARANHÃO

Governo faz licitação para comprar 80 kg de lagosta

8 JAN 2014Por g116h:15

Mais de R$ 1 milhão em alimentos deverão abastecer as casas oficiais da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), pelo período de um ano, de acordo com os pregões nº 070/2013 e nº 071/2013, que preveem a contratação de empresa especializada no fornecimento de gêneros alimentícios perecíveis e não-perecíveis, respectivamente. Os documentos estão disponíveis no site da Comissão Central Permanente de Licitação do governo do Estado. A denúncia foi publicada nesta quarta-feira (8) pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Os pedidos foram feitos em meio ao caos do sistema penitenciário do estado. Na lista de alimentos perecíveis, que totaliza R$ 617.514,61, chamam atenção os pedidos de 500 kg de galinha caipira fresca (R$ 13.665,00); 850 kg de filé-mignon limpo (R$ 29.180,50); quase duas toneladas e meia de camarão, entre os tipos fresco grande e médio e seco torrado e graúdo (R$ 102.045,00); além de 180 kg de salmão fresco e defumado (R$ 9.760,00) e 80 kg de lagosta fresca (R$ R$ 6.373,60).

Entre os alimentos não-perecíveis, que totalizam R$ 504.205,90, constam 1.500 vidros de azeite de oliva espanhol e português (R$ 30.715,00); 100 kg de castanha de caju (R$ 5.238,00); 80 kg de castanha do pará e castanha portuguesa (R$ 5.267,50); 60 vidros de geleia francesa de morango, pêssego e cassis (R$ 648,00), além de 1.200 fardos de ração para peixes (R$ 108.600,00). Somente de bebidas, entre refrigerantes e água mineral, serão 15.200 unidades (R$ 69.100,00).

Segundo o item 5.1 dos editais, "os gêneros alimentícios ofertados devem ser de primeira qualidade e de marca conhecida nacionalmente". O Pregão n° 070/2013 tem abertura marcada para as 14h30 desta quinta-feira (9) e Pregão n° 071/2013, para o mesmo horário, na sexta-feira (10).

As encomendas devem ser entregues no Palácio dos Leões (sede do governo), no Palácio Henrique de La Rocque (Casa Civil) e na residência de veraneio da governadora, na Ponta do Farol, em São Luís.

O G1 entrou em contato com a assessoria do governo do estado, por telefone, no início da manhã desta quarta-feira (8). A assessoria ficou de encaminhar nota com posicionamento sobre o assunto, mas até as 13h (horário local) não houve retorno.

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