Segunda, 11 de Dezembro de 2017

EGITO

Governo diz que autor de ataque a polícia é da Irmandade Muçulmana

2 JAN 2014Por FOLHA PRESS23h:00

O Ministério do Interior do Egito disse hoje ter uma confissão gravada e análises de DNA que apontam o filho de um deputado da Irmandade Muçulmana como o terrorista suicida responsável pelo ataque à sede da polícia de Mansura, que deixou 16 mortos na véspera de Natal.

Em entrevista coletiva, o titular da pasta, Mohammed Ibrahim, afirmou que Mongi Yahia Saad Hussein, filho de um deputado e dirigente da entidade, se associou a Ansar Beit al-Maqdis, grupo que reivindicou a ação. Além dele, outras sete pessoas com vínculos com a Irmandade Muçulmana foram detidas.

Ele também apresentou vídeos com confissões dos supostos envolvidos no atentado, nos quais detalham como recebiam treinamento na Península do Sinai. Para ele, os indícios "revelam a participação da organização terrorista nos ataques", em referência à Irmandade.

Apesar da apresentação de provas, grupos de direitos humanos afirmam que a polícia usa tortura e outros meios de coerção para produzir confissões ou recolher provas, o que coloca sob suspeita as acusações contra a entidade.

Após o atentado, o governo interino declarou a Irmandade Muçulmana um grupo terrorista. Os islamitas são reprimidos pelas forças de segurança e os militares, que retiraram o presidente Mohammed Mursi do poder em julho de 2013.

Mursi será julgado a partir de 28 de janeiro por uma fuga carcerária em massa ocorrida em 2011, em meio à revolta que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Esse é um dos três processos movidos contra o político islâmico desde sua destituição.

Desde que isso ocorreu, as forças de segurança realizam uma intensa campanha de repressão contra a Irmandade Muçulmana, grupo político de Mursi. Milhares de ativistas já foram detidos por acusações de incitar à violência.
 

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