Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

recuperação do taquari

Governo dá início a projeto de R$ 2,6 milhões

4 JUN 2011Por da redação09h:24

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo do Estado deu início a um programa de recuperação e conservação de microbacias da sub-bacia do Rio Taquari, no valor de R$ 2.596.000,00. Os recursos vão ser aplicados em três tipos de ações, em sete municípios da região do Alto Taquari, no norte de Mato Grosso do Sul.

O governador André Puccinelli assinou ontem (3), em São Gabriel do Oeste, as ordens de serviços para início das obras, e firmou com as prefeituras um termo de cooperação que garantirá a produção de mudas para recomposição vegetal de áreas degradadas. “É o começo de um projeto, vamos iniciar a recuperação do Taquari. Esse trabalho vai valorizar as terras dos produtores e vai mostrar que aqui em Mato Grosso do Sul nós conservamos”, afirmou André.

O dinheiro vem de um projeto que o governo conseguiu aprovar junto à Agência Nacional de Águas e o Fundo Nacional do Meio Ambiente, no valor total de cerca de R$ 3,848 milhões, e que ainda terá cerca de R$ 1 milhão licitados para controle de voçorocas. Além da captação federal, o Estado será responsável por investir, desse montante, cerca de R$ 400 mil de recursos próprios.

A etapa que começa agora envolve três tipos de ações: Recuperação e Adequação de Estradas Rurais, no valor de R$ 174.200,00; Isolamento e Revegetação de Áreas de Preservação Permanente, investimento de R$ 1.028.860,00; e Demarcação e Construção de Terraços, custeados com R$ 1.393.630,00. Estão diretamente envolvidas nos projetos as secretarias estaduais de Meio Ambiente, do Planejamento e da Ciência e Tecnologia (Semac) e de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur), especialmente a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

Com prazo previsto de execução de um ano e meio, as intervenções vão reverter situações de degradação e impactar positivamente de forma direta para 78 produtores, nos municípios de Alcinópolis (área do Córrego Pinguela, R$ 416.520,00); São Gabriel do Oeste (Ribeirão Manso, R$ 625.950,00); Coxim (Córrego das Torrinhas, R$ 305.450,00); Rio Verde de Mato Grosso (Córrego Rio Verde, R$ 504.190,00); Camapuã (Córrego Barroso, R$ 146.180,00); Pedro Gomes (Córrego Lobo, R$ 282.550,00); e Figueirão (Rio Bonito, R$ 315.850,00).

André Puccinelli apontou o projeto como uma ação capaz de reverter efeitos gerados pelo antigo sistema de ocupação da terra, há décadas, quando os fazendeiros eram estimulados pelo próprio poder público a desmatar. “A degradação é decorrente de uma política da época em que não se tinha o conhecimento de hoje e nem os cuidados que hoje se sabem necessários”, ressaltou, frisando que os projetos que estão sendo lançados têm o benefício de promover a recuperação, sem que o dono da terra precise gastar do próprio dinheiro.

 

Viveiros

O lote de intervenções relativo ao “Isolamento e Revegetação de Áreas de Preservação Permanente” envolve diretamente os municípios parceiros. Um termo de cooperação firmado entre o governador André Puccinelli e os prefeitos vai garantir a expansão do viveiro de mudas de São Gabriel do Oeste e a implantação de instalações desse tipo em cinco dos outros seis municípios (à exceção de Figueirão).

É dessa rede de viveiros que virão as mudas de plantas nativas e plantas frutíferas nativas para a recomposição vegetal. O projeto prevê duplicação do viveiro de São Gabriel, elevando de 500 mil para um milhão de unidades por ciclo de produção. O local servirá como “viveiro-mãe” para os demais, que serão os “viveiros de terminação”, recebendo as mudas já em desenvolvimento, e cultivando até o estágio de plantio. Essa rede que será implantada em Mato Grosso do Sul vai ser a maior do Centro-Oeste, com capacidade total de produção de R$ 1,5 milhão de mudas por ciclo, em um trabalho integrado entre os municípios.

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