Governador revela contar com o apoio até de petistas

Governador revela contar com o apoio até de petistas
23/07/2010 22:06 -


LIDIANE KOBER

Em caminhada na Vila Pioneira, o governador André Puccinelli (PMDB) informou ontem contar com o apoio até de petistas na corrida em busca da reeleição. Segundo ele, vereadores e prefeito do partido rival estão fazendo campanha contra o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). A rebelião se repete do lado do PMDB. É o caso do senador Valter Pereira, que declarou voto a Orcírio e arrastou pelo menos 50 dissidentes da sigla em Dourados.
Do lado de Puccinelli, estariam, por exemplo, o prefeito de Japorã, Rubens Freire Marinho (PT), conhecido como Rubão, o vereador de Bataguassu Marcílio Barreto (PT) e a secretária municipal de Educação de Aquidauana, Luzia Cunha (PT). “Eles disseram que me apoiam”, contou o governador. “E tem mais gente do lado de lá que está comigo”, continuou, sem dar mais detalhes.
Em ato político, realizado no último fim de semana, na Associação Recreativa Paraguaia de Aquidauana, Luzia, inclusive, teria manifestado em público apoio a Puccinelli. Ela ainda revelou trabalhar pela reeleição do senador Delcídio do Amaral (PT) e pela vitória de Dilma Rousseff (PT).
Indagado sobre o fato de a infidelidade partidária aplicar-se também em seu partido, o governador falou a respeitou da liberdade de escolha de cada cidadão. “Cada um faz o que quer”, declarou. “Só fico triste, porque o Valter está desdizendo uma história de 40 anos”, completou.

Reivindicações
O que mais o governador ouviu na caminhada na Vila Pioneira foram apelos de eleitores em busca de casa própria e de empregos. Foi o caso de Luciano Rodrigues da Silva, que, desde 2001, espera ser incluído na lista de beneficiários de programa habitacional. Puccinelli prometeu que, se reeleito, construirá 50 mil casas em Mato Grosso do Sul. Só em Campo Grande, o déficit habitacional é de 20 mil residências.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".