Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

ELEIÇÕES

Governador de SP critica tom de campanha entre Serra e Dilma

30 OUT 2010Por PORTAL TERRA03h:47

Faltando dois dias para as eleições, o governador do estado de São Paulo, Alberto Goldman, criticou nessa sexta-feira (28), em entrevista ao O Estado de S.Paulo , o nível da campanha entre os candidatos à presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "Eu particularmente não gostei do nível desta campanha", afirmou.

Goldman explicou que "questões de fé, de foro íntimo não deveriam estar na campanha". Mas, completou: "no caso de Dilma, a questão é dizer uma coisa num dia e outra coisa em outro. Se eu digo uma coisa hoje, não posso mentir, ainda mais sendo candidata", explicou.

Já sobre a declaração do Papa Bento 16, que pediu aos bispos para intervir na campanha política para condenar o aborto, Goldman disse que embora o pontífice tenha direito de se pronunciar, não considera "adequado" seu pedido. "É legitimo ele se pronunciar, mas não foi o momento adequado. O Papa não deveria ter essa interferência nesse momento. Mas o presidente Lula não tem autoridade moral para criticá-lo", enfatizou.

Durante a entrevista, Goldman comentou ainda as pesquisas que apontam a candidata Dilma Rousseff com uma significativa diferença em relação ao candidato tucano. "As pesquisas, algumas delas são compradas, tem interesses em partidos políticos e problemas em partidos políticos. Eu vivo há 40 anos nisso, uma das vitórias de viradas mais importantes que eu já vi foi a da Erundina, aqui em São Paulo", lembrou. "Todas as pesquisas davam o (Paulo) Maluf na frente. Toda eleição é diferente uma da outra, não são nem parecidas", avaliou o governador.

Por fim, Goldman criticou também a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre ter caracterizado o objeto que atingiu o presidenciável tucano no Rio de Janeiro como uma "bolinha de papel". "Para mim essa declaração do Lula foi o clímax. A leviandade de ver uma cena e se deixar levar. Ele devia no mínimo imaginar que alguma coisa a mais tivesse acontecido", finalizou.

 

 

Leia Também