Domingo, 24 de Junho de 2018

Governador admite a possibilidade de mudança

5 JUN 2010Por 20h:43

adilson trindade e maria matheus

 

Apesar de ter classificado como boato a informação sobre a troca do deputado federal Waldemir Moka pela ex-prefeita de Três Lagoas Simone Tebet na disputa ao Senado, o governador André Puccinelli admitiu a hipótese de alterar a chapa majoritária. "Existir sempre existe (possibilidade de mudar a composição da majoritária), mas eu acho dificílimo que isso ocorra", disse ontem, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, onde participou da caravana "Mais Alimentos". "Probabilidade sempre tem, mas eu acho muito difícil", enfatizou.

Como existe a "probabilidade", os aliados insistem em alertar o governador de estar apostando num candidato que não soma voto. Hoje, na avaliação deles, baseados em pesquisas para consumo interno, Moka seria derrotado pelos candidatos da oposição, senador Delcídio do Amaral (PT) e deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT).

A esperança de André é colar Moka em Delcídio para garantir, pelo menos, o "segundo voto" na disputa pelo Senado. Nas próximas eleições, o eleitor pode votar em dois candidatos a senador. Mas o PT está jogando todas as fichas para vincular Dagoberto a Delcídio, a fim de derrotar o candidato do governador. O PT tem a expectativa de eleger dois senadores como fez seu principal rival nas eleições de 1994, quando a coligação do PMDB elegeu Lúdio Coelho e Ramez Tebet, tirando a vitória do favorito Rachid Saldanha Derzi, até então um dos parlamentares com maior número de mandatos no Congresso Nacional.

André, no entanto, ainda acredita na reviravolta na disputa para o Senado. A estratégia dele é lançar apenas um candidato a senador da coligação do PMDB para evitar divisão de voto. Por isto, ele baixou o tom em defesa da candidatura do vice-governador Murilo Zauith (DEM) ao Senado, justamente para não atrapalhar o projeto de eleição de Moka.

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