Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

SECRETARIADO

Giroto e Marun devem abrir vagas para Akira e Rinaldo

4 OUT 2010Por Lidiane kober00h:00



Reeleito ontem, o governador André Puccinelli (PMDB) deu sinais de que deverá manter Edson Giroto (PR) e Carlos Marun (PMDB) em seu primeiro escalão, abrindo caminho para aliados na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. A dupla atua do lado do governador desde 1996, na época da administração da Prefeitura de Campo Grande. Ontem, Giroto elegeu-se deputado federal, com recorde de votação (147.343 votos), e Marun garantiu mais uma mandato de deputado estadual.
Indagado sobre a possibilidade de manter os parceiros na administração do Governo do Estado, Puccinelli informou o plano de consultar a população. Mas, em seguida, ele acabou evidenciando a intenção ao citar os nomes dos suplentes, que seriam beneficiados com a continuidade de Giroto, no comando da Secretária de Obras, e de Marun, à frente da Secretaria de Habitação. “Temos que perguntar para a população se aceitaria a questão do Marun, que poderia trazer o primeiro-suplente, que é o Professor Rinaldo (PSDB) e de Giroto, que abriria caminho para Akira Otsubo (PMDB) um aliado de longa data”, comentou.
O governador demonstrou não ter pressa em definir o secretariado. “Temos até fevereiro, quando as modificações terão validade com a posse dos deputados estaduais e federais”, frisou. Ele também não afastou a possibilidade de abrir caminho no governo para aliados derrotados nas urnas. “Estudaremos isso com tranquilidade para vermos, sem cometermos equívocos, se, porventura, aqueles que tenham trombado ao longo do caminho mereçam ser alçados a uma condição de trabalho como companheiros que são e foram”, comentou.
Em relação aos sete deputados estaduais eleitos pela coligação adversária, Puccinelli revelou não pensar em procurá-los, contudo, está disposto a trabalhar em parceria com os 24 parlamentares. “Fizemos 17 deputados estaduais. Portanto, teoricamente, não há necessidade (de procurá-los para garantir a governabilidade), mas eu creio que cada deputado estadual, federal, tem obrigações para com o Estado de Mato Grosso do Sul. Então, quem quiser trabalhar para o Estado, em consonância com o Governo, terá possibilidade de trabalhar conosco”, ressaltou.

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