Gilberto Carvalho diz que Brasil vai buscar consenso sobre o Paraguai

Gilberto Carvalho diz que Brasil vai buscar consenso sobre o Paraguai
25/06/2012 17:45 - agência brasil


O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da Repúlbica, Gilberto Carvalho, disse, hoje (25), que o rápido processo de impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, causou “estranheza” e “perplexidade” ao governo brasileiro. Ele reiterou que o Brasil não deve tomar qualquer medida em relação ao Paraguai que não seja construída em consenso com os países da região.

Segundo Carvalho, o impeachment no Paraguai está na contramão da consolidação da democracia na América Latina. “O que se esperava era um caminho na outra perspectiva, no sentido de aprofundamento da democracia e não de restrição a um direito democrático de defesa como foi o caso que se praticou no Paraguai. Por isso, nossa estranheza e perplexidade e acho correto que a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] e o Mercosul, que tem nas suas cartas de princípio a defesa da democracia, tenham uma ação forte”.

Carvallho classificou com inusitada a rapidez com que se desenrolou o processo no Paraguai. “Você mudar o presidente de um país num período de 24 horas, 30 horas é de todo inusitado. Há uma insurgência de todos os países contra essa questão e acho que agora a presidenta [Dilma], e todos os países vamos, com maturidade, tomar uma posição”.

Ontem (24) o Mercosul suspendeu o Paraguai do bloco econômico. O Brasil sinaliza que não reconhecerá um Estado que desrespeita a ordem democrática.

Nos tratados de criação tanto a Unasul quanto o Mercosul colocam o regime democrático como condição para permanecer nos blocos. No caso do Mercosul, o Protocolo de Ushuaia expressa que a plena vigência das instituição democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os estados que integram o protocolo. A Unasul tem um protocolo adicional que trata exclusivamente do compromisso com a democracia e reitera a promoção e a defesa da ordem democrática.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".