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2011

Geração de empregos vai recuar, diz ministra

27 ABR 2011Por g100h:02

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse ontem (26) que a geração de empregos deve recuar neste ano, na comparação com o ano passado, quando, segundo dados do Ministério do Trabalho, foram geradas 2,52 milhões de vagas com carteira assinada - recorde histórico.

"O crescimento [da economia] vai continuar gerando empregos. Não no mesmo patamar do ano passado, mas ainda em um patamar alto. Em muito setores da economia, podemos considerar que haverá pleno emprego. Os desafios são educação, ensino técnico e qualificação da mão de obra", declarou ela durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

A estimativa de Miriam Belchior contrasta, porém, com a previsão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Para ele, a geração de empregos com carteira assinada irá acelerar neste ano e bater novo recorde histórico ao somar três milhões de empregos com carteira assinada.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que, nos três primeiros meses de 2011, a criação de vagas formais somou 583.886, valor abaixo do registrado em igual período do ano passado (+657,25 mil). Segundo o Ministério do Trabalho, o resultado do primeiro trimestre foi o terceiro melhor da série histórica do Caged, sendo menor, também, do registrado no ano de 2008.

Inflação
Na Câmara dos Deputados, a ministra do Planejamento repetiu boa parte da apresentação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã de ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no Palácio do Planalto. Assim como Mantega, Belchior afirmou que a inflação cresceu no mundo inteiro, e não somente no Brasil. Acrescentou que o governo está utilizando "diversas armas" que possui contra o aumento dos preços.

Sobre o crescimento do crédito, que tem impactado os índices de preços, ela repetiu Mantega novamente ao dizer que o governo tenta fazer ajustes, mas "sem matar a galinha dos ovos de ouro". "O mercado interno foi fundamental na época da crise. Queremos mantê-lo, mas em situação mais tranquila do que no ano passado. A tradição é que, em um momento como este, corto absolutamente tudo [gastos no orçamento]. Não estamos fazendo isso. Estamos mantendo o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os estímulos ao investimento privado", declarou.

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