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'selinho'

Gaviões quer reunião com Emerson Sheik

Gaviões quer reunião com Emerson Sheik

Terra

22/08/2013 - 14h39
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Os dirigentes do Corinthians andam no fio da navalha desde que, na última segunda-feira, Emerson Sheik colocou em seu perfil no Instagram, uma foto dando um selinho no amigo e sócio Isaac Azar, chefe de cozinha e dono do restaurante Paris 6. O beijo entre colegas se transformou numa armadilha. As torcidas uniformizadas não gostaram de virarem alvo de gozação por parte dos adversários.

O momento é de muito cuidado. Informalmente, Edu Gaspar – gerente de futebol – já conversou com Emerson. Reconheceu que o jogador tem o direito de, no âmbito privado, fazer o que quiser. Mas lembrou que com o Corinthians, tudo fica muito grande. O atleta admitiu que esperava provocar uma reação, mas não achava que seria tão grande e, no que se refere aos torcedores, agressiva.

A Camisa 12 protestou no mesmo dia, mandando integrantes com faixas ofensivas ao jogador. Sheik já tinha deixado claro que o selinho era uma brincadeira e uma provocação aos homofóbicos. Chegou a pedir desculpas para quem não gostou. Mas avisou que este era jeito, provocador, e não abria mão disso.

A galera das arquibancadas não gostou do mesmo jeito. O presidente da Gaviões da Fiel, a maior uniformizada do clube deve ter uma conversa com o atacante e os diretores ainda nesta sexta-feira. Wagner da Costa, conhecido como B.O, vai cobrar explicações e pedir cuidado com o tema. Mesmo assim, o assunto é delicado. Não dá para a Gaviões sair por aí dizendo ser contra a cena, por ter uma insinuação homossexual. Até porque é impossível assegurar que uma agremiação com mais de 10 mil sócios não tenha, em seus quadros, pessoas com diferentes orientações.

Por isso, a conversa de Edu com Sheik foi cuidadosa. Se o gerente repreendesse o jogador, estaria sendo politicamente incorreto. Se fizesse uma defesa da foto e do selinho, acirraria ainda mais os ânimos dos uniformizados. O jeito foi optar pelo silêncio oficial. Até porque há um outro tema a se falar: a situação do Corinthians em campo.

Afinal, o selinho de Emerson Sheik não é, segundo Gaspar, "um fato normal, que acontece no dia a dia do futebol". O jogador começou como reserva na partida contra o Luverdense nesta quarta-feira. O técnico Tite o puniu pela cara carrancuda que mostrou ao ser substituído no confronto contra o Coritiba, no domingo. Este é um episódio comum no mundo das quatro linhas.

Mas perder por um a zero para o Luverdense também não era esperado. "E quando o Corinthians perde, ele sempre perde mal", disse Edu. O gerente garante que é corriqueiro fazer cobranças sobre os rumos que a equipe toma durante uma temporada. "Sempre fazemos reuniões para ver onde podemos melhorar", disse. A turbulência iniciada por Emerson Sheik aumentou com a derrota em Lucas do Rio Verde (MT).

Por isso, uma vitória sobre o Vasco, neste domingo em Brasília, pode servir como uma forma de amainar os fortes ventos que começam a soprar no Parque São Jorge. "Quando o Corinthians ganha, ele ganha bem", disse Edu Gaspar. Para ajudar, o time poderá contar com a volta de Paulo Andrade. Ainda nesta quinta-feira, Renato Augusto será avaliado. O técnico Tite poderá contar com a formação titular.

jogando em casa

Copa 2026 terá confrontos dos grupos B e D nesta sexta-feira

Canadá e Bósnia se enfrentam às 15 horas enquanto que Estados Unidos e Paraguai jogam às 21 horas

12/06/2026 07h48

Seleção canadense vai enfrentar a Bósnia diante de sua torcida no estádio de Toronto

Seleção canadense vai enfrentar a Bósnia diante de sua torcida no estádio de Toronto

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Começa nesta sexta-feira (12) a primeira rodada dos grupos B e D da Copa do Mundo de 2026. O primeiro dos dois confrontos agendados são Canadá contra Bósnia e Herzegovina, às 16h (Brasília); e Estados Unidos e Paraguai, às 22h (Brasília).

A partida pelo Grupo B, entre as seleções canadense e a Bósnia, será no Toronto Stadium. Completam o grupo as equipes do Catar e da Suíça, que se enfrentarão no sábado (13), às 16h, na cidade de São Francisco (EUA).

Já a partida inaugural do Grupo D, hoje, será entre EUA e Paraguai, no Los Angeles Stadium. Austrália e Turquia completam o grupo, mas só se enfrentarão na madrugada entre sábado e domingo (14), à 1h, em Vancouver.

Grupo B

Das quatro equipes que compõem o Grupo B, o Canadá carrega a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A expectativa é que apresente um estilo de jogo vertical e rápido.

Sua adversária, a Bósnia, tem um estilo de jogo mais físico, perigoso em bolas longas e disputas aéreas.

Grupo D

No Grupo D, os EUA também têm a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A equipe costuma apresentar um jogo dinâmico e de transições rápidas executadas por um meio de campo criativo.

Do Paraguai, espera-se um esquema tático defensivo que apostará nos contra-ataques, explorando erros do adversário.

Copa 2026

México vence África do Sul na abertura da Copa diante de 80 mil pessoas

Empurrada pela torcida no Estádio Azteca, seleção anfitriã aproveita erros dos sul-africanos, controla o jogo e estreia com vitória por 2 a 0 em partida marcada por três expulsões

11/06/2026 18h25

Foto: Divulgação

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A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11) com vitória dos anfitriões. Diante de 80.824 torcedores no histórico Estádio Azteca, o México fez o suficiente para superar a África do Sul por 2 a 0 e largar em vantagem no Grupo A da competição.

Sem precisar de uma atuação exuberante, a seleção comandada por Javier Aguirre soube aproveitar as fragilidades do adversário, especialmente os erros recorrentes na saída de bola e a falta de organização defensiva.

O resultado confirmou o favoritismo dos mexicanos e colocou pressão sobre os sul-africanos, que encerraram a rodada sem pontuar.

O primeiro gol da Copa do Mundo saiu logo aos nove minutos. Após erro de Sithole na tentativa de sair jogando, Lira recuperou a posse e acionou Quiñones, que finalizou com precisão para abrir o placar.

O atacante, além de marcar o primeiro gol do torneio, foi um dos destaques da partida ao comandar as principais ações ofensivas do México durante a etapa inicial.

Empurrado por uma torcida que transformou o Azteca em um caldeirão, o México dominou a posse de bola e controlou o ritmo do confronto. Ainda assim, reduziu a intensidade após a parada para hidratação e permitiu que a África do Sul avançasse alguns metros em campo.

Os africanos, porém, encontraram enormes dificuldades para transformar a posse em oportunidades reais de gol. Com limitações técnicas na construção das jogadas e pouca criatividade no setor ofensivo, a equipe apostou principalmente em lançamentos longos e bolas aéreas, sem conseguir ameaçar de forma consistente a meta defendida por Rangel.

Se a derrota não foi mais ampla, muito se deve ao goleiro Williams. O camisa 1 sul-africano realizou intervenções importantes e evitou que os anfitriões construíssem uma vantagem maior ainda no primeiro tempo. A trave também colaborou para manter o placar apertado antes do intervalo.

Na volta para a segunda etapa, os problemas da África do Sul ficaram ainda mais evidentes. Aos cinco minutos, Gutiérrez escapou em velocidade e foi derrubado por Sithole quando avançava em direção ao gol. O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio marcou a infração fora da área e expulsou o defensor sul-africano.

Com um jogador a mais, o México passou a controlar completamente as ações. Apesar de encontrar alguma dificuldade para acelerar o jogo, os donos da casa ampliaram aos 22 minutos. Após troca de passes pelo centro do campo, Quiñones encontrou Alvarado pela direita.

O atacante cruzou com precisão para Raúl Jiménez cabecear firme e marcar o segundo gol mexicano.

A partida ganhou contornos ainda mais dramáticos na reta final. Aos 38 minutos, o VAR identificou uma agressão de Zwane sobre Alvarado. Após revisar o lance, Wilton Pereira Sampaio mostrou o segundo cartão vermelho para a equipe africana.

Já nos acréscimos, o árbitro brasileiro voltou a ser protagonista ao expulsar o zagueiro Montes, do México, após falta cometida na entrada da área. Com isso, o duelo terminou com três cartões vermelhos distribuídos e a arbitragem como um dos assuntos mais comentados da estreia do Mundial.

Além da vitória, o México deixou uma impressão positiva ao demonstrar organização coletiva e entrosamento. A preparação prolongada realizada antes do torneio parece ter surtido efeito, permitindo que a equipe controlasse a partida sem necessidade de grande desgaste físico.

Como fica o Grupo A?

No Grupo A, os mexicanos somam os primeiros três pontos e assumem posição favorável na disputa pela classificação. Já a África do Sul terá de reagir rapidamente para manter vivo o sonho de avançar à próxima fase.

As duas seleções voltam a campo na próxima quinta-feira (18). A África do Sul enfrenta a República Tcheca, em Atlanta, às 13h (de Brasília). Mais tarde, às 22h, o México encara a Coreia do Sul, em Zapopan, na região metropolitana de Guadalajara.

Árbitro Brasileiro

A atuação do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio também ganhou destaque na abertura da Copa do Mundo. Com personalidade e rigor disciplinar, o juiz distribuiu três cartões vermelhos ao longo da partida e foi decisivo em lances que influenciaram diretamente o andamento do confronto.

Wilton expulsou o sul-africano Sithole após falta em Gutiérrez quando o mexicano avançava em direção ao gol, confirmou por meio do VAR a expulsão de Zwane por agressão em Alvarado e, já nos acréscimos, mostrou cartão vermelho para o mexicano Montes.

As decisões colocaram o brasileiro no centro das atenções em uma estreia marcada por forte intensidade física e momentos de tensão entre as equipes.

Escalações

México: Rangel; Reyes, Montes, Vásquez e Gallardo; Lira, Gutiérrez e Fidalgo; Alvarado, Raúl Jiménez e Quiñones. Técnico: Javier Aguirre.

África do Sul: Williams; Mudau, Okon, Sibisi, Mbokazi e Modiba; Mokoena, Sithole e Adams; Foster e Rayners. Técnico: Hugo Broos.

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