sábado, 21 de julho de 2018

MATERIAL ESCOLAR

Gasto da classe C cresceu 6,75 vezes, diz pesquisa

12 JAN 2011Por 00h:00

Os gastos da classe C com livros e material escolar foram os que mais aumentaram nos últimos oito anos, na comparação com as demais classes econômicas.

De acordo com pesquisa do Instituto Data Popular, os gastos dos emergentes com esse tipo de produto cresceram 6,75 no ano passado, na comparação com 2002. Considerando as classes D e E, houve um aumento de 4,97 vezes em 2010, sobre o valor despendido em 2002.

Já entre os segmentos mais abastados, classes A e B, o aumento dos gastos com livros e material escolar foi de 2,28 vezes no mesmo período. Segundo a pesquisa, todos os segmentos registraram elevações nos gastos com esse tipo de produto acima da média.

Entre 2002 e 2010, os gastos com livros e material escolar aumentaram 3,63 vezes.

Classe C no topo
Segundo o levantamento, o aumento maior dos gastos com livros e materiais escolares por parte da classe C frente aos outros segmentos deve-se, principalmente, à elevação da renda desse segmento da população.

Com renda maior, a classe emergente passa a diversificar seus gastos, saindo da cesta de produtos essenciais para a compra de outros tipos de produtos. Pesquisa do instituto, divulgada em dezembro, mostrou essa elevação do consumo dos emergentes.

Os números mostram que, entre 2002 e 2010, os gastos em geral da nova classe média brasileira cresceram 6,77 vezes – crescimento maior que os demais segmentos da população. No ano passado, as famílias da classe C gastaram R$ 864 bilhões em produtos e serviços.

Dentre as categorias de consumo que apresentaram aumento no período, viagens e educação foram destaque. A participação dos gastos em educação no total de gastos em produtos e serviços da classe C passou de 2,5% para 2,57% entre 2002 e 2010.

Uma participação ainda modesta, mas em crescimento. Somente em 2010, a classe C gastou R$ 5,29 bilhões em livros e material escolar. Em 2002, foram gastos R$ 784,4 milhões.

Outro motivo que colocou a classe C no topo foi o aumento do número de consumidores que passaram a pertencer a esse segmento, diz o estudo.
 

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