domingo, 22 de julho de 2018

NOVA ZELÂNDIA

Gases atrasam resgate de 29 mineradores

21 NOV 2010Por AGÊNCIA ESTADO, WASHINGTON E NOVA ZELÂNDIA04h:35

Gases tóxicos impediam que equipes de resgate entrassem em uma mina de carvão na Nova Zelândia, onde uma forte explosão deixou 29 trabalhadores presos, enquanto falhas intermitentes de energia frustravam os esforços de bombeamento de ar fresco para o local. A explosão ocorreu em uma mina localizada perto de Atarau, na Ilha do Sul. É a maior mina subterrânea da Nova Zelândia.

Organizadores do resgate afirmaram que o nível de monóxido de carbono e metano era muito elevado ontem para que fossem enviados socorristas à mina Pike River. Dois mineradores conseguiram chegar à superfície depois da explosão, mas não havia nenhum sinal vindo dos outros 29. A polícia disse que acreditava que os mineradores, com idades que variam de 17 a 62 anos, estavam cerca de 1,2 milha (dois quilômetros) abaixo da superfície no túnel principal.

Parentes angustiados manifestavam indignação sobre os atrasos das operações de resgate desde a explosão, que ocorreu na sexta-feira. "Se dependesse de mim, eu estaria lá embaixo; eu mesma entraria dentro da mina", disse Laurie Drew, cujo filho de 21 anos era um dos homens desaparecidos após a explosão.

"Infelizmente, não é tão simples quanto colocar uma máscara, uma roupa e correr para lá", afirmou o superintendente controlador de buscas da polícia, Gary Knowles, à emissora TV One. "Representa um perigo para aqueles que estão lá embaixo e um risco para o staff que entrar lá dentro", afirmou. Knowles disse que as equipes de resgates ficariam sem agir até que os gases fossem monitorados no início deste domingo.

Ele seguia confiante de que os 16 mineradores contratados e os outros 13 mineradores terceirizados tinham sobrevivido. "Esta é uma operação de busca e resgate e nós vamos trazer esses homens para casa", disse Knowles.

A explosão deve ter sido provavelmente causada por um ignição dos gases do carvão, segundo o executivo-chefe da mina de Pike River, Peter Whittall. A eletricidade foi interrompida um pouco antes da explosão e a falha causou problemas de ventilação que contribuíram para a formação de gás.

Problemas no fornecimento de energia continuavam a frustrar os esforços de distribuição do envio de ar fresco e tornar o caminho seguro para as equipes de resgate, mas Whittall disse que o ar estava fluindo livremente, a despeito dos danos em uma linha de ar comprimido.

"Estamos mantendo esses compressores em uso e estamos enviado ar fresco para algum lugar da mina. É admissível pensar que há um grande número de homens sentados no final da linha esperando e imaginando o porquê de estarmos esperando para tirá-los de lá", completou. Uma linha de telefone de trabalho que ficava no final da mina, no entanto, seguia sem atendimento.

Os dois mineradores desorientados e levemente machucados chegaram à superfície horas após a explosão por um duto de ventilação. Os homens foram levados ao hospital para tratamento e estavam sendo entrevistados para determinar o que aconteceu. Whittall disse que um dos dois homens usou o telefone para contactar a superfície antes de sair da mina.

Familiares dos homens desaparecidos reuniam-se em uma área da Cruz Vermelha, próxima a Greymouth, e recebiam informações a cada hora sobre os esforços de resgate. A maioria recusava-se a conversar com a imprensa, assim como os dois mineradores que escaparam.

 Chile
Mas diferentemente do acidente no Chile, onde 33 homens foram resgatados de uma mina de ouro e cobre, após ficarem presos cerca de um quilômetro abaixo da superfície por 69 dias, as autoridades de Pike River têm que se preocupar com a presença de gás metano, de acordo com o especialista em segurança, David Feickert. Ele acrescentou, no entanto, que a mina de Pike River tem duas saídas, enquanto a mina do Chile tinha apenas um duto de acesso que foi bloqueado.

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