Sexta, 15 de Dezembro de 2017

INVESTIVAÇÃO

Garras esclarece furto em fazenda de 90 cabeças de gado

11 FEV 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Noventa cabeças de gado foram furtadas da fazenda Novo Imbirussu, localizada no anel rodoviário, entre Campo Grande e Sidrolândia, no último dia 21 de janeiro. A ocorrência foi encaminhada para o Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), que passou a investigar o caso.

Em diligências ao local do furto os policiais civis do Garras fizeram levantamentos da marca padrão do gado e da maneira de agir dos acusados do crime, constatando que os animais foram marcados a ferro e fogo com o número 33. De acordo com o delegado Alberto Rossi, titular do Garras, foram realizadas diligências na região do Indubrasil, Terenos e Sidrolândia. 

Investigação

Segundo o delegado, durante as diligências os investigadores tomaram conhecimento que em um assentamento próximo ao Indubrasil, certa quantidade de gado ficou presa em um curral coletivo durante alguns dias, sendo os animais comercializados por um desconhecido e levados por uma empresa de transporte.

Os policiais civis identificaram durante as investigações o corretor de gado de negociou o rebanho. Interrogado pelos policiais, ele informou que o comprador era um fazendeiro de Camapuã.

Identificação

“Nós fomos até o município e conversamos com o dono da propriedade, que confirmou a compra de 90 reses com a marca 33 e disse ainda que muito provavelmente o gado pertencia a Orisvaldo Marinho da Silva, 46 anos, mais conhecido como “Maninho Canhoto”, que por sua vez acabou confessando o crime que ocorreu em um sábado a tarde na fazenda Novo Imbirussu”, diz o delegado. 

De acordo com delegado,  “Maninho Canhoto” praticou o crime em conluio com Rafael Costa dos Santos, 22 anos, mais conhecido como “Borevi”, filho do capataz da fazenda da vítima.

Após o furto, Orisvaldo vendeu as reses, como sendo suas ao fazendeiro, por intermédio do corretor de gado e transportado pela empresa, explicou o delegado.

Habilidades

Para praticar o crime, “Maninho Canhoto” se aproveitou de suas habilidades com a lida de gado, já que é laçador profissional e disputa provas de laço comprido na Federação de Laço Comprido e no Circuito de Laço Comprido- CLC. Segundo o delegado ele também se valeu do conhecimento de Rafael, que como o pai foi funcionário da fazenda Novo Imbirussu. 

Das 90 reses furtadas, 16 foram recuperadas em Camapuã. Três pessoas apontadas como autoras do furto estão sendo indiciadas por furto qualificado, falsidade ideológica e furto qualificado pelo concurso de pessoas. A Polícia Civil apura se o bando praticou outros furtos de gado e investiga cúmplices que possam estar envolvidos nos crimes.
 

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