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Galeria de água pluvial ameaça "engolir" 8 casas

Galeria de água pluvial ameaça "engolir" 8 casas
23/07/2010 08:21 -


DANIELLA ARRUDA

Oito famílias residentes no Loteamento Dona Neta, remanescente de uma antiga favela do Bairro Guanandy, da década de 80, convivem diariamente com o risco de desabamento de suas casas, construídas sobre uma galeria de águas pluviais. Os moradores denunciam que o problema teria se agravado nos últimos dois anos, quando passaram a ocorrer alagamentos nas moradias, situadas em nível inferior ao da Avenida Manoel da Costa Lima, após chuvas mais fortes registradas na Capital, causando o rompimento das manilhas. Houve afundamento do piso e surgiram rachaduras nos cômodos e nos muros das moradias afetadas. O caso mais grave é o de uma casa em que a moradora teve que abandonar o próprio quarto e o banheiro, por causa da abertura de uma cratera no chão.
 “Sai rato, sai tudo desse buraco. Outro dia saiu até cobra”, conta Terezinha Virgínia da Silva, de 32 anos, filha de Ana Virgínia da Silva, de 58 anos, proprietária da residência que está em condições mais críticas. O piso do quarto da dona do imóvel desabou, dando lugar a uma enorme cratera, e o cômodo deixou de ser utilizado, juntamente com o banheiro. Outro buraco abriu-se na varanda da casa e o piso da cozinha também está afundando. Mais duas casas construídas no mesmo terreno, onde moram Terezinha e duas filhas e sua irmã com mais duas crianças, também já começam a ser afetadas.

Risco
Há três meses, durante inspeção a moradias afetadas pelas fortes chuvas registradas em Campo Grande, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Desenvolvimento Urbano e da Defesa Civil municipal estiveram no local e condenaram a casa de Ana Virgínia. Em comunicado entregue aos moradores e datado de 28 de abril, os dois órgãos alertam que “existe risco de desabamento do imóvel, uma vez que o solo onde fica o imóvel ficou bastante frágil e não resistirá se houver novas precipitações”. No mesmo documento, é recomendada a interdição e evacuação dos moradores.
Mais duas casas também estão sob risco de desabamento, no entanto os moradores relutam em abandonar os terrenos, pelos quais pagaram ao município, sem qualquer garantia. “Ninguém quer sair daqui, porque os terrenos já são escriturados e aqui é perto do centro da cidade”, comentou Terezinha.
Outra das casas em condições de risco pertence a Maria Rodrigues dos Santos, 51 anos. No imóvel, houve afundamento do quintal, a ponto de ser necessário aterrar o buraco e cobri-lo com cimento, na tentativa de amenizar o problema. Mesmo assim, a casa está repleta de rachaduras e o muro de divisa com a residência vizinha corre o risco de cair, por causa do comprometimento da estrutura. No mesmo terreno, moram ainda outras 10 pessoas, em mais duas casas. “Quando chove, a água vem por cima, da Avenida Manoel da Costa Lima, e por baixo, pela manilha”, conta.
Também é problemática a situação da casa de Alice Gama Tavares, 49 anos, onde moram ao todo oito pessoas. Embaixo de sua residência, há três manilhas. “Rachou tudo e o chão está afundando”, conta Alice, que mora há pelo menos 20 anos no local.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".