segunda, 16 de julho de 2018

NA COREIA DO SUL

G-20 não apoia Obama na disputa sobre moeda chinesa

13 NOV 2010Por AGÊNCIA ESTADO, SEUL02h:45

Os líderes das 19 economias mais industrializadas do mundo evitaram apoiar os esforços dos Estados Unidos para pressionar a China a valorizar sua moeda, o yuan, o que manteve viva a disputa entre Pequim e Washington e aumenta os temores de uma guerra cambial no futuro, em meio a declarações de que as exportações chinesas aos EUA estão custando empregos de norte-americanos. Ao final da cúpula, os 20 líderes concordaram em divulgar um comunicado recatado, no qual assinalaram apenas que todos estão de acordo em evitar uma "desvalorização competitiva" das suas moedas.

A declaração tem pouco peso porque geralmente os países só desvalorizam suas moedas em condições extremas, como uma grave crise financeira. O fato do G-20 não ter aprovado a posição norte-americana ressalta a perda relativa de influência de Washington no cenário internacional, especialmente nos temas econômicos.

Washington alega que Pequim mantém o yuan artificialmente fraco para obter vantagens comerciais. Mas a posição americana se enfraqueceu, após a decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) de imprimir US$ 600 bilhões para comprar títulos do governo e aumentar a liquidez da sua economia, o que enfraquece o dólar.

 

Obama
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou de maneira ríspida a China, ontem, de manter sua moeda "subvalorizada" e disse que insiste em um acordo comercial com a Coreia do Sul onde todos sejam vencedores.

Um Obama mais agressivo disse aos repórteres em Seul, logo antes de partir para o Japão, que a cúpula do G-20, grupo das 20 economias mais industrializadas, fez progresso em estabilizar a economia mundial, a qual ele acredita agora está "no caminho da recuperação". Mas Obama alertou que os países se arriscam a retroceder se não trabalharem duro para promover o crescimento econômico sustentado, acabar com práticas comerciais injustas e com a manipulação no câmbio.

Obama argumentou que "os países com grandes superávits (comerciais) precisam mudar e acabar com sua dependência não saudável às exportações" e afirmou que a taxa de câmbio precisa "refletir realidades econômicas".

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