sábado, 21 de julho de 2018

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Fundos e especialista classificam interpretação como “retrocesso”

26 DEZ 2010Por Carlos Henrique Braga00h:40

O fundo Florestas do Brasil não foi barrado porque os “forasteiros” detêm apenas 25% do capital de R$ 102 milhões. Do dinheiro, R$ 50 milhões foram aplicados em reflorestamento em Três Lagoas e Campo Grande. São fontes de recursos, os fundos de pensão e aplicações de pessoas físicas. Áreas arrendadas ou fruto de parceria somam 13 mil hectares e deve expandir-se para 17 mil, em 2011, ano em que os investimentos vão continuar.

O administrador do fundo, Marcelo Sales, da paulista Corus, lamenta o “retrocesso” causado pela decisão da AGU. “Nós sabemos que o setor está preocupado, que os investidores estão sempre em contato com os advogados”, conta Sales.

O advogado especializado no setor rural Luiz Carlos Lanzoni Júnior, de Campo Grande, viu um cliente da Nova Zelândia (Oceania) desistir do investimento em madeira e em leite na reta final do negócio. A retomada depende da flexibilização da lei. “Todo mundo é brasileiro e entende que é preciso defender o território, resguardar a soberania, mas não se pode limitar (a compra de terras) a ponto de inibir investimentos importantes para o desenvolvimento econômico que queremos ter”, argumenta Lanzoni Júnior. (CHB)

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