Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

Fundador do WikiLeaks ganha prêmio de direitos humanos

13 MAI 2011Por uol02h:00

O australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, recebeu na última terça (9) o prêmio da paz pela Fundação Sydney Peace – uma das premiações mais prestigiadas na Austrália no quesito direitos humanos. A fundação premiou Assange por sua "coragem excepcional na defesa dos direitos humanos", homenageando sua determinação para conseguir mais transparência dos governos.

De acordo com a agência Reuters, a medalha de ouro foi entregue pela fundação em Londres, é ligada à Universidade de Sydney e apoiada pela prefeitura da cidade australiana. "Achamos que a luta pela paz com justiça inevitavelmente envolve conflitos, inevitavelmente envolve controvérsias", disse o professor Stuart Rees, diretor da fundação, ao justificar o prêmio.

O professor ainda completa dizendo que o mérito de Assange está em desafiar práticas seculares de segredo governamental e defender o direito das pessoas saberem. "Achamos que o senhor e o WikiLeaks provocaram o que julgamos ser um divisor de águas no jornalismo, na liberdade de informação e potencialmente na política", afirmou Rees.

Somente outras três pessoas já receberam a medalha de ouro entregue pela Sydney Peace, apesar da premiação já acontecer há 14 anos. Os homenageados foram: Dalai Lama, Nelson Mandela e Daisaku Ikeda - da associação budista Soka Gakkai.

O homem do WikiLeaks
Graças ao WikiLeaks, o australiano virou um inimigo dos Estados Unidos após divulgar pela internet telegramas diplomáticos de representantes do governo dos EUA, expondo seus pontos de vista sobre o panorama internacional. Além disso, Assange publicou diversos documentos sigilosos relacionados as guerras no Iraque e Afeganistão.

No último dia 21, Assange também entrou para a galeria da revista americana 'Time' como uma das cem personalidades mais influentes do mundo por assumir o papel da outra fonte da imprensa. Atualmente, Assange está sob prisão domiciliar na Inglaterra, podendo ser extraditado para a Suécia para responder por supostos crimes sexuais. "Independentemente do que acontecer com Assange, (...) segredos nunca estarão seguros novamente", disse a revista 'Time'.

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