Segunda, 11 de Dezembro de 2017

ALTERNATIVA

Fruticultores ganham com desidratados

2 FEV 2014Por AGÊNCIA BRASIL15h:15

Uma alternativa de negócio está ajudando fruticultores a agregarem valor à produção e evitarem o desperdício. A técnica de desidratação de frutas tem permitido a eles vender o produto por um valor maior, evitar o desperdício causado por más condições de transporte e logística e não jogar fora o excedente da colheita. O quilo da fruta desidratada chega a ser vendido por preço 90 vezes superior ao da fruta in natura.

Embora a versão desidratada perca cerca de 70% do peso, em função da retirada da água, na avaliação dos produtores rurais a atividade compensa. Agricultores de várias partes do país têm recebido consultoria e capacitação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Na cidade de Ipiranga, no Piauí, a 260 quilômetros da capital, Teresina, a desidratação de frutas diversificou o portfólio de produtos da empresa familiar Lili Doces. Henrique José de Sá Lopes, um dos proprietários ao lado do irmão, conta que a fábrica sempre plantou as frutas utilizadas no preparo dos doces e existe há 18 anos.

Há três anos, a empresa começou a fazer o processo de desidratação, primeiro usando o calor do sol. Como a técnica não é considerada a mais adequada, posteriormente foram adquiridas quatro máquinas de desidratação e construída uma área especial para o processo. De acordo com Henrique Lopes, o investimento foi de R$ 30 mil a R$ 40 mil, valor coberto em um ano e meio.

A ideia de entrar no mercado das frutas desidratadas partiu do empresário Leonardo Chiappetta, com lojas no Mercado Municipal de São Paulo e no Shopping Eldorado. Henrique contatou o empresário que há muitos anos comercializa produtos desidratados, em uma feira de negócios. "Eu tinha muitas frutas que ele não tinha em São Paulo, como caju, buriti, abacaxi, goiaba, bacuri. O Sebrae trouxe ele e um pessoal de São Paulo que já fazia frutas desidratadas e passaram duas semanas fazendo curso conosco”.

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