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Frio seco é o grande vilão

21 JUN 10 - 08h:10
Mas o que é que o inverno tem a ver com asma? “Nessa época do ano existe a tendência a usarmos roupas de materiais que acumulam poeira, usualmente não-higienizadas ou guardadas há muito tempo. Também são mais comuns as reuniões com grande número de pessoas em ambientes fechados e malventilados”, esclarece o pneumologista Marcelo Kalischztein. Ou seja: o contato maior com alérgenos nos dias frios fazem aumentar ainda mais as chances de haver crises. Vale ressaltar também que a diminuição da umidade do ar, que provoca maior concentração de substâncias chamadas de irritantes.

Diagnóstico
A descoberta da doença pode ser feita não só por meio da avaliação dos sintomas e do histórico familiar, como também de testes cutâneos, com a aplicação sobre a pele de agentes causadores de alergias – como pólen, fungos e pelo de animais, por exemplo. Pode ser feito, também, um raio X do tórax, para analisar o estado dos pulmões e a presença de infecções e tumores. É o médico quem vai decidir qual a melhor forma de avaliar o problema.

Tratamento
Segundo o pneumologista Gustavo Nobre, a batalha contra a asma tem dois pilares principais. O primeiro é o educativo, que se resume ao conhecimento do problema do paciente. “É preciso estabelecer uma abordagem multidisciplinar e eficaz, que diz respeito ao controle ambiental em casa e no trabalho. Isso quer dizer que a pessoa tem de aprender a evitar situações que causem a crise de asma, fazendo algumas modificações no ambiente. Ela também precisa praticar atividades físicas regularmente e não deve fumar”, diz o médico.
O segundo é o tratamento com remédios específicos. Para acabar na hora com a crise, existem as medicações de alívio, que são inalatórias de curta duração e anticolinérgicas. Elas dilatam rapidamente as vias respiratórias e aliviam a constrição dos brônquios e os sintomas, como a tosse, o chiado e a pressão no peito. Já os remédios de controle, como anti-inflamatórios e broncodilatadores de longa ação, devem ser tomados diariamente, como forma de prevenção. “Cabe ao médico identificar as causas das crises, rever diagnósticos que podem se manifestar de forma semelhante e definir uma linha de terapia. O objetivo é não só controlar a doença, mas também diminuir a frequência das crises”, ressalta o dr. Gustavo.
Por ser uma doença potencialmente fatal, a asma deve ser acompanhada e tratada o tempo todo, mesmo quando o paciente esteja se sentindo bem. De acordo com o dr. Marcelo Kalischztein, nunca se deve levar a doença na brincadeira. “É importantíssimo para um paciente asmático o acompanhamento médico regular, discutir com o médico os fatores que desencadeiam com mais frequência as crises, o que fazer em caso de viagem e, o mais importante, contatá-lo sempre que houver uma crise”, alerta.
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