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Frio faz despencar consumo e preço de hortifrutis fica 50% menor

21 JUL 10 - 20h:50
ADRIANA MOLINA

O frio, que chegou a Mato Grosso do Sul na última semana, fez despencar o consumo de hortifrutis em Campo Grande, chegando a 70% de decréscimo. Por conta disso, os preços caíram até 50%, prejudicando os produtores, que justamente agora, com a melhora no tempo, estão com produção maior e de melhor qualidade.
Raimundo Gomes da Silva é um deles. O horticultor vende folhosas e legumes a 11 supermercados da Capital e, por causa da frente fria que chegou no último dia 12, já começou a contabilizar os prejuízos. “Teve dias em que mercados me ligaram pedindo para não entregar nada porque as gôndolas estavam cheias. O consumidor não está comprando. Isso é muito ruim pois, estamos com a produção maior e com o mesmo custo”, conta.
E como tudo na horta é perecível o resultado é percebido no bolso do produtor. Silva teve que transformar cerca de dois mil pés de couve em adubo orgânico para os canteiros, já que compradores se recusaram a receber o produto. “É de dar dó ver tudo estragando. Foi um prejuízo de cerca de R$ 1 mil. E não é só a couve, também deixaram de comprar 200 pés de alface por dia e os preços dela caíram pela metade, de R$ 1 para R$ 0,50 cada pé”, afirma.

Vantagem
Se por um lado o frio é motivo de tristeza para produtores, que têm prejuízos, por outro é bom para os consumidores que mesmo com baixas temperaturas compram hortaliças, legumes e frutas. Dados da Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) mostram que, em apenas uma semana, os preços apresentaram quedas vantajosas.
“O tomate por exemplo, que esteve em alta nos últimos meses, teve o valor do quilo reduzido de R$ 1,25 para R$ 1 em apenas sete dias na Central”, conta o coordenador de mercado e estatística da Ceasa-MS, Cristiano Chaves, revelando decréscimo de 20%. Pepino e laranja também ficaram mais baratos, caíram em média 17%, custando hoje cerca de R$ 1 e R$ 0,60 o quilo, respectivamente. A vagem chegou a R$ 3,60, com a queda de 15% apresentada nos últimos dias e o chuchu quase 11%, com média de R$ 1,25 o quilo.
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