Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

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Frigoríficos não querem dar reajuste de 8,5%

6 MAI 2011Por DA REDAÇÃO12h:38

Frigoríficos e empresas que manipulam derivados da carne em Campo Grande resistem em conceder um aumento de 8,5% aos empregados, reivindicados pelo sindicato da categoria (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande), eles querem dar 7%, que cobrem apenas o acumulado da inflação dos 12 meses que antecedem a data base da categoria, que é 1º de março, informa o presidente da entidade, Vilson Gimenes Gregório. Os empregados reivindicam também um piso de R$ 630,00 e Participação no Lucro das Empresas (PPR) no mesmo valor (R$ 630).

Vilson Gimenes informou que as empresas querem estabelecer um piso “de apenas” R$ 615,00 e pagar um PPR de R$ 265,00. “Os trabalhadores não aceitam esses valores irrisórios, uma vez que grandes frigoríficos pagam até mais de 1 mil reais de participação no lucro aos empregados e um piso com mais R$ 15,00 acima do que eles já aprovaram, não fica difícil negociarmos”, comentou o líder sindical.

Até agora foram duas rodadas “oficiais” de negociação com a classe patronal. “Ocorre que fomos chamados várias outras vezes para discutir algumas contra propostas que não satisfazem aos anseios dos trabalhadores”, explica Gimenes.

Os empregados em frigoríficos e empresas que manipulam derivados da carne em Campo Grande teceram também duras críticas aos patrões que ofereceram um reajuste de apenas 10% para o cartão alimentação, cujo valor é de R$ 20,00. “É ridículo o aumento oferecido de apenas R$ 2,00. Nós queremos um cartão no valor de R$ 50,00”, explica o líder sindical que espera contar com o bom senso dos empresários “para repensarem sobre esses valores e oferecerem uma contra proposta digna do trabalho de seus empregados”.

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