Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

região metropolitana

Franco da Rocha no 3º dia de inundação

14 JAN 2011Por SÃO PAULO00h:00

O centro da cidade de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, que desde terça-feira está tomado pelas águas, deve demorar para voltar à normalidade. O nível do Rio Juqueri ainda não baixou e os moradores e comerciantes têm receio de que o volume de água liberado pela comporta da Represa Paiva Castro aumente novamente.

No Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador Geraldo Alckmin avaliou que a situação em Franco da Rocha é a mais preocupante do Estado. "O rio corta a cidade, então não tem como mudar as pessoas. O que dá para fazer é piscinão. Vamos fazer o piscinão e o desassoreamento do rio", prometeu o político.

A possibilidade de aumento da vazão do Rio Juqueri a jusante da represa foi negada pelo superintendente de Produção de Água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Hélio Castro, que vistoriou o local durante a manhã de ontem. "Queremos, na verdade, diminuir (a vazão) cada vez mais. O que não podemos é deixar que a represa suba novamente. Estamos monitorando o nível da represa, do rio e a vazão que está sendo descarregada", disse.

Castro declarou que as chuvas intensas que caíram na região no fim da noite do dia 10 e na madrugada do dia 11 deixaram o reservatório com a capacidade máxima de armazenamento. "A represa estava ajudando a minimizar o problema. Mas a vazão do Rio Juqueri fez com que o nível da represa, que era de 46%, subisse para 96%. Em uma situação dessas não há outra coisa a fazer a não ser descarregamento (abertura das comportas para escoar a água da represa)".

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