sábado, 21 de julho de 2018

REFORMA NA PREVIDÊNCIA

Franceses protestam em família

2 OUT 2010Por 15h:25

Os franceses protestaram em massa neste sábado, em família e desafiando a chuva, para rejeitar mais uma vez nas ruas a reforma do sistema previdenciário impulsionada pelo presidente conservador Nicolas Sarkozy, cuja popularidade continua em queda.
O ministério do Interior calculou em 899.000 os participantes das 229 manifestações realizadas em todo o país, enquanto os dois principais sindicatos, CGT e CFDT, reivindicaram "em torno de 2,9 milhões" de pessoas, em uma nova guerra de cifras como a que se seguiu à jornada de protestos de 23 de setembro.

Nesse dia, o ministério do Interior estimou a participação em 997.000 pessoas, e os sindicatos em mais de 3 milhões. "Todos sabem que o movimento não se ampliou", limitou-se a afirmar o porta-voz do governo, Luc Chatel.

Para as centrais operárias francesas, "a mobilização foi uma conquista" e afirmam que cumpriram seu objetivo ao convocar uma jornada de mobilização em um sábado para não castigar os manifestantes com a perda de um dia de salário e, sobretudo, para atrair um "público novo", familiar e estudantil.

"Desse ponto de vista, o objetivo será atingido amplamente", afirmava o líder da CGT, Bernard Thibault, ao iniciar, junto aos outros líderes sindicais, a mobilização parisiense que partiu às 14h30 locais (09h30 GMT) da Praça da República, com uma enorme bandeira que dizia: "aposentadorias, empregos, salários estão em jogo".

As colunas de manifestantes não apenas pareciam mais compactas, como havia ampla presença de crianças, inclusive na frente dos cortejos, levantando bandeiras e cartazes feitos à mão e coloridos, nos quais se explicava, com certo humor, as consequências de uma reforma que segundo uma pesquisa do instituto CSA é rejeitada por 71% dos franceses.

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