Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

internacional

França pode lançar ataque aéreo contra Kadafi logo após sinal verde da ONU

17 MAR 2011Por estadão23h:30

Ataques aéreos contra posições do Exército da Líbia poderão começar tão logo o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprove o uso da força contra o regime do governante Muamar Kadafi, disseram fontes diplomáticas francesas. Mais cedo, em tom ameaçador, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, alertou os rebeldes que há um mês iniciaram uma revolta para derrubá-lo que as tropas do governo estão chegando a Benghazi, no leste do país, e "não terão misericórdia".

"A partir do momento em que a resolução for aprovada, ações militares poderão começar nas horas seguintes", disse uma fonte diplomática francesa, sob anonimato. O CS da ONU deverá votar a resolução sobre a Líbia no final da tarde de hoje.

"Ataques aéreos poderão começar já neste entardecer, ou amanhã, sexta-feira", disse outra fonte francesa, sob anonimato, à agência de notícias France Presse. Essa segunda fonte disse que os ataques aéreos poderão ser feitos pela França, Grã-Bretanha, Catar e os Emirados Árabes Unidos (EAU).

O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, sinalizou que o país deve liberar a base na Sigonella na Sicília em uma eventual operação. "Não vamos nos esquivar de nossos deveres, ainda que defendamos a moderação", disse à Ansa.

A Itália tem fortes laços econômicos com a Líbia. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi já recebeu Kadafi diversas vezes e o país vinha mostrando reservas quanto a uma ação militar.

O CS da ONU deverá votar uma resolução pedindo por "todas as medidas necessárias" para proteger civis líbios, no momento em que as forças de Kadafi retomaram dos insurgentes quase todo o oeste da Líbia e se preparam para avançar sobre Benghazi, a capital da insurgência no leste do país magrebino.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também