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quarta, 20 de fevereiro de 2019 - 04h24min

Fora de controle, incêndios já mataram pelo menos 30 na Rússia

1 AGO 10 - 21h:27
Moscou

Em meio à onda de calor que já matou centenas, a Rússia amarga desde a sexta-feira quase 800 incêndios florestais, que já mataram ao menos 30 pessoas e deixaram 1.260 casas queimadas.
De acordo com o Governo local, as equipes de bombeiros e do Exército começaram a conter uma parte dos incêndios, apesar de o fogo ter aumentado em 30% a área atingida em menos de 24 horas, levando à determinação do estado de emergência em 14 dos 83 distritos russos.
As mais altas temperaturas que já atingiram o país em 130 anos ajudam a alastrar o fogo e desafiam o trabalho das equipes que trabalham na contenção dos incêndios.
O presidente russo, Dmitry Medvedev, já mandou o Exército ajudar a combater as chamas que se espalham na parte europeia da Rússia, depois que a onda de calor arruinou a colheita e levou milhares de fazendeiros à beira da falência.
Cerca de 240 mil homens e 25.000 veículos, incluindo 226 aviões e helicópteros, foram mobilizados na luta contra os focos, anunciou neste sábado o ministério russo de Situações de Emergência.
Os incêndios florestais causam estragos na parte ocidental do país, com mais de 120.000 hectares queimados e aldeias inteiras destruídas.

Controle
Apesar de a área atingida pelo fogo ter aumentado de 850 quilômetros quadrados para mais de 1.200 quilômetros quadrados somente de sexta-feira para sábado, o ministério de Situações de Emergência disse que a situação começa a se controlar ao menos em Nizhny Novgorod, uma das regiões mais afetadas, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Moscou.
“Os desabrigados já estão recebendo três refeições ao dia, assim como assistência médica e psicológica”, informou ainda o órgão federal.
Altas temperaturas, em torno de 40 graus em algumas áreas, deixaram vastos trechos da área agrícola da Rússia secos.
Desde o começo do verão, marcado neste ano pela maior onda de calor na Rússia em mais de um século de observações meteorológicas, foram registradas no país mais de 23 mil focos de incêndios naturais, 17% a mais que em 2009, em uma superfície de 404 mil hectares.
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