segunda, 16 de julho de 2018

FMI divulga alerta de que crise não acabou

6 OUT 2010Por 01h:30

Luciana Xavier, Nova York (AE)

Os riscos à estabilidade financeira global continuam elevados, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado ontem. De acordo com o FMI, o setor bancário continua fraco, o crescimento mundial está lento e os déficits fiscais estão elevados em muitos países.
O relatório anual do FMI, cujos encontros ocorrem esta semana em Washington, ressalta ainda que as autoridades monetárias das economias avançadas terão de confrontar as interações criadas pela expansão lenta, dívidas soberanas e instituições financeiras ainda frágeis.
“A turbulência financeira que envolveu partes da zona do euro em abril e maio serviu como lembrete da ligação estreita entre risco soberano e o sistema financeiro”, diz o “Global Financial Stability Report”, ressaltando que, ainda que o custo estimado da crise no setor bancário de 2007 a 2010 tenha sido reduzido de US$ 2,3 trilhões para US$ 2,2 trilhões, houve retrocesso em direção à estabilidade financeira global desde abril, quando veio à tona a crise da dívida soberana em vários países europeus, como a Grécia.

Mercado imobiliário
O relatório afirma que a recuperação do mercado imobiliário dos Estados Unidos continua frágil e uma piora na economia norte-americana ou do setor financeiro deverá levar o segmento de imóveis do país direto para um duplo mergulho na recessão.
 
Emergentes
Para o FMI, países emergentes na Ásia e na América Latina, onde o crescimento tem se mantido robusto, continuam a experimentar aumento dos riscos do forte fluxo de capital. Segundo o relatório, as incertezas das economias avançadas têm favorecido uma mudança de carteiras de investimentos para emergentes como China e Brasil. De acordo com o documento, essa tendência de mudança de carteiras de economias avançadas para emergentes deve continuar, especialmente tendo em vista a situação dos ratings nos dois grupos. Enquanto as economias avançadas tiveram 25 downgrades de rating soberano desde o início de 2008, os emergentes tiveram 21 upgrades de rating soberano somente em 2010, sobretudo na América Latina.

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