Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

AGRONEGÓCIO

Financiamento agrícola pelo BB cresce 11%

30 OUT 2010Por Carlos Henrique Braga00h:00

O total emprestado pelo Banco do Brasil para financiar a safra de grãos 2010/11 no Estado aumentou 11,4% na comparação com a safra anterior. Entre julho e setembro, foram liberados R$ 549,6 milhões ante R$ 493,1 milhões do mesmo período do ano passado. O montante corresponde a 29,8% dos R$ 1,84 bilhão previstos para a safra, que será colhida em março. Metade será destinada a produtores de soja, principal atividade agrícola de MS. Segundo o Banco Central, R$ 1,981 bilhão foram emprestados a agricultores do Estado, em 2010, até agosto, por todas as instituições financeiras.

A inadimplência, em torno de 1%, está sob controle, segundo o gerente de agronegócios do Banco do Brasil, Loureno Budke. Em anos de quebra de safra, esse índice ultrapassou 3%. “Nosso índice de inadimplência está abaixo da média nacional, o agricultor passou a usar melhor o crédito”, analisa.

O produtor rural recorre ao dinheiro principalmente para cobrir despesas de custeio, como a compra de sementes. Esse é o destino de 81,4% do dinheiro (R$ 447,6 milhões). Para investimento, o saque corresponde a 11,9% (R$ 65,6 milhões), e a menor parte vai para despesas de comercialização (R$ 9,6 milhões ou 1,7%). O destino de 95,1% da verba (R$ 522,9 milhões) é a agricultura comercial; para a familiar, foram destinados R$ 26,6 milhões (4,8%).

A carteira de financiamentos das instituições financeiras em Mato Grosso do Sul para o agronegócio soma R$ 3,7 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões só do Banco do Brasil.


Preço seguro
Neste ano, custo de produção menor e a valorização da soja no mercado animam sojicultores. Budke orienta clientes a segurar os preços altos (a saca foi cotada a R$ 45, ontem, em Campo Grande), contratando opções de venda, no banco ou em corretoras.

A modalidade funciona como um seguro: o produtor paga um prêmio que cabe no seu bolso (entre US$ 0,20 e US$ 1,20 por saca) e fica protegido contra a queda na cotação do grão. Quanto mais alto o valor do contrato, mais alto o preço recebido pela saca, com base na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa).

No contrato de opções, ele pode receber mais se o grão valorizar-se, ao contrário do mercado a termo, no qual ele vende pelo preço de hoje e não recebe a diferença no futuro. Pressionado por herbicidas e sementes mais baratos, o custo deve recuar 7,7% para a lavoura convencional (R$ 1.187,60 por hectare), e 9,4% para a transgênica (R$ 1.219,86), de acordo com estimativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Dourados.

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