Terça, 12 de Dezembro de 2017

Fim de programa deixa 1,3 milhão sem seguro-desemprego

28 DEZ 2013Por FOLHAPRESS17h:15

A partir de hoje, 1,3 milhão de americanos deixarão de receber uma ajuda federal destinada a quem está desempregado há mais de seis meses. O Congresso não incluiu no orçamento, fechado antes do recesso de Natal, a renovação do programa que foi criado no auge da crise, em 2008. A decisão deve afetar, até o fim de 2014, cinco milhões de pessoas.
O programa federal fornecia até 47 semanas de seguro para quem estava procurando emprego. O custo para o contribuinte americano já chegava a US$ 255 bilhões desde a sua criação, há cinco anos. Na visão de muitos parlamentares, especialmente na maioria republicana da Câmara, se alguém desempregado não conseguiu uma vaga no mercado após seis meses período a partir do qual receberia o benefício federal-, é porque não está realmente procurando emprego.

Segundo o "New York Times", quando o programa federal expirar por completo, apenas um em cada quatro desempregados americanos receberá ajuda -a menor proporção dos últimos 50 anos. Os democratas no Congresso ainda pretendem tentar estender o programa no próximo ano, mas os republicanos só negociarão se os governistas cederem em outros cortes de gastos. A líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, classificou a decisão do Congresso de não renovar o programa "vital para milhões" de "simplesmente imoral".

O think tank Economic Policy Institute, de esquerda, calcula que o fim do programa vai cortar o aumento do número de vagas em até 310.000 postos em 2014. Para alguns analistas, no entanto, o fim da ajuda pode levar à queda na taxa de desemprego, de até 0,5 ponto percentual. Isso porque "obrigaria" de fato os desempregados a procurarem uma vaga no mercado. Espera-se, contudo, que a decisão também resultem em mais gente abaixo da linha de pobreza. Considerando cortes feitos no programa recentemente, o seguro tirou menos desempregados da pobreza em 2012 do que em 2011 e 2010: 1,7 milhão, contra 2,3 milhões e 3,2 milhões, respectivamente.
 

Leia Também