Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Fifa anuncia a suspensão de seis executivos por corrupção

18 NOV 2010Por ARLINDO FLORENTINO15h:52

A Fifa anunciou, nesta quinta-feira, que seis executivos da entidade estão suspensos entre um e quatro anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. Os membros foram acusados de corrupção em relação à votação para as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão reveladas no próximo dia 2 de dezembro. Apesar disto, as duas candidaturas que estavam sendo acusadas de troca de votos (Portugal/Espanha e Catar) foram inocentadas.

Houve uma reunião de uma comissão da Fifa para definir a punição dos acusados. O encontro durou três dias (entre 15 e 17 de novembro) e a decisão foi anunciada nesta quinta. A comissão julgadora foi formada pelos executivos Claudio Sulser (Suíça), Petrus Damaseb (Namíbia), Juan Pedro Damiani (Uruguai), Dominique Rocheteau (França), Dali Tahir (Indonésia) e Robert Torres (Guam).

Foi decidido que o vice-presidente da entidade, Reynald Temarii, ficará afastado por um ano do meio do futebol, enquanto Slim Aloulou, líder da câmara que resolve problemas entre clubes e jogadores e membro do Comitê de Status de Jogadores, ficará dois anos suspenso. Outros envolvidos, Amos Adamu (membro do Comitê Executivo da Fifa), Ahongalu Fusimalohi (secretário geral da federação de Tonga) e Amadou Diakite (membro do Comitê de Arbitragem da Fifa), pegaram três anos de suspensão, enquanto Ismael Bhamjee (membro honorário da Federação Africana de Futebol), ficará quatro anos longe do futebol.

Além das suspensões, os membros foram todos punidos financeiramente. Temarii é o único que pagará 5 mil francos suíços (aproximadamente R$ 8.682). Todos os outros terão que desembolsar o dobro, ou seja, 10 mil francos suíços (R$ 17.364).

Sobre as candidaturas polêmicas de Catar e Portugal/Espanha, que estavam sendo acusadas de compra de votos, o presidente do Comitê de Ética da Fifa afirmou que não houve prova alguma que caracterizasse corrupção.

"Depois de investigar as suspeitas, não encontramos provas para demonstrar que houve", argumentou o suíço.
 

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