Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

ARTE E CULTURA

Festival América do Sul tem suas atrações regionais definidas

13 FEV 2011Por DA REDAÇÃO09h:15

Duas comissões julgaram os méritos dos 45 inscritos para participarem do 8º Festival América do Sul, que será realizado em Corumbá de 27 de abril à 1º de maio deste ano, realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio de sua Fundação de Cultura (FCMS).

A comissão, que fez o julgamento no dia 8, formada pelo jornalista Thiago Andrade (Correio do Estado) e pelos cantores Guarany (Tostão e Guarany) e Marina Dalla avaliaram 31 inscrições, destes, de acordo com a comissão, quem preencheu corretamente todos os quesitos do edital e o mérito para participarem do Festival foram: Agemaduomi, Daniel de Paula, Forró Zen, Gideão Dias, eJennifer Magnética.

Já na área cênica, a comissão composta pela bailarina Julia Aissa (Corpomancia), pelo diretor e ator Marcos Alexandre de Melo (Grupo Identidade) e pelo coordenador do curso de Artes Cênicas da UEMS, Fernandes Ferreira de Souza, avaliou e Julgou 14 Inscritos, sendo que, os cinco que tiveram méritos segundo a comissão foram: Dançurbana e oDesafio do Touro Candil para dança e os grupos: Circo do Mato, Oficina de Interpretação Teatral (Ofit) eMercado Cênico com as peças teatrais “Os Corcundas”, “A Serpente” e“Incontornáveis – um espetáculo de e horror”, respectivamente.

 O Desafio do Touro Candil, que agradou a comissão, foi uma das escolhidas para se apresentar no festival, e vai ter a possibilidade de levar um pouco da cultura paraguaia à Bolívia. Para a secretaria de turismo de Porto Murtinho, Vivian Cruz, a prefeitura tinha essa vontade de levar Touro Candil para o FAS e conseguiram por meio do edital. A intenção do grupo, segundo a secretária, é de divulgar a cultura e o folclore do Touro Candil, que agrega as culturas brasileira e paraguaia na suas apresentações.
 
FAS
 Nomes e renomes da música, teatro, dança, artes plásticas nacionais já se apresentaram no FAS. A Cidade Branca recepciona o Festival América do Sul, que chega à sua 8ª edição, sendo que as quatro últimas foram promovidas pelo atual governo. A fórmula usada pela atual administração levou aproximadamente 400 mil pessoas para os festivais em Corumbá. O Festival América do Sul já é um evento consolidado e presente no calendário cultural brasileiro. Segundo o presidente da FCMS, Américo Calheiros,  a FAS possibilita uma integração entre os países da América do Sul a partir das manifestações culturais. “O festival permite um conhecimento maior do que esses países estão produzindo na cultura. Esse encontro gera uma reflexão importante sobre os rumos da área cultural, sobre os pontos de convergência existentes e sobre os caminhos a serem percorridos”, esclarece.
 
Atrações
 
Agemaduomi
 O Grupo de choro sul-mato-grossense vai apresentar no FAS um espetáculo produzido exclusivamente para o evento. “Chorumbá”
 
Daniel de Paula
 Nascido em Ponta Porã, Daniel é um tradicionalista quando se fala em música e seu show é feito com a viola do Cocho, um patrimônio histórico imaterial, produzido em Corumbá pelo “Seu Agripino”.
 
Forró Zen
 O Grupo fez uma pesquisa dos ritmos nordestinos e inseriu no show “no Sertão do Pantanal” o timbre da viola caipira acompanhados pela “Catira”.
 
Gideão Dias
 O Samba pede passagem e faz o cavaco chorar em novamente em Corumbá. Gideão vai apresentar o show “Samba sem Fronteira” com composições próprias que conta os desafios do dia-adia de forma irreverente.
 
Jennifer Magnética
 Mostrar o que pensa o velho ébrio na sarjeta ou o que sente a ‘tia’ do balcão do buteco, por viver no submundo do submundo é o desafio que a banda se propôs a enfrentar em “O Verdadeiro Undergrond” show que dá nome ao novo CD da banda.
 
Os Corcundas – Circo do Mato
 Um é simpático e puro, a outra é bricalhona e esperta. De comum, apenas a feiúra e o amor que se aflora no desenrolar da peça.
 
“Incontornáveis – um espetáculo de incoerência e horror” – Mercado Cênico
 A violência é o tema base da peça que é a primeira de uma série de três peças, que conta ainda com as incoerências políticas e religiosas. Todo o trabalho foi feito a partir de uma pesquisa referenciada em pensadores do teatro como Bertold Brecht e Samuel Beckett.
 
“A Serpente” - Ofit
 Baseada na obra homônima de Nelson Rodrigues a Serpente relata a história de quatro irmãs que celebram o casamento no mesmo dia, alem de dividirem o mesmo apartamento.
 
Subversivos - Dançurbana
 O “Subversivos” é um trabalho de pesquisa, vivência, troca e experimentações que buscam um movimento espontâneo e consciente, em um trabalho de reprodução de movimentos e técnicas pré-existentes no Hip-Hop.
 
Desafio do Touro Candil
 Dois touros, um encanta, outro rouba a cena. Bandido e Encantado entram na arena para disputar, com muita dança e adereços, quem é o legitimo filho do “Toro Candil”, um folclore paraguaio que está se perdendo no país vizinho e a cidade de Porto Murtinho busca resgatar com essa nova roupagem.

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