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Fernando Henrique Cardoso aposta na chapa puro-sangue no PSDB

Fernando Henrique Cardoso aposta na chapa puro-sangue no PSDB
27/02/2010 05:03 -


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que chapa puro-sangue do PSDB à Presidência da República não teria “necessariamente” o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato a vice do tucano José Serra. Questionado sobre uma chapa presidencial exclusiva do PSDB, o ex-presidente respondeu: “Sempre é possível. Não necessariamente o Aécio. Puro sangue depende da circunstância.” Fernando Henrique destacou o eleitor de estar mais motivado pela figura dos candidatos do que por ideologia. “A população hoje não está acreditando em partidos, siglas, legendas. Vai olhar quem, qual pessoa. Se for uma pessoa boa, ótimo”, disse. Desde que Aécio desistiu da disputa interna para ser candidato a presidente, em dezembro passado, os tucanos pressionam para que seja vice de Serra, mas o governador mineiro insiste que há “chance zero” de isso acontecer. Líderes do partido, no entanto, ainda apostam na dupla Serra-Aécio para enfrentar a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff, e o vice do PMDB, provavelmente o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP). Fernando Henrique disse que o vice só será definido na convenção partidária de junho e lembrou que Dilma também não tem o vice escolhido. O ex-presidente também pediu rigor da Justiça Eleitoral. “Uso da máquina pública é crime. A Justiça tem que atuar com mais firmeza nessa matéria, porque simplesmente é contra a lei”, declarou. Desde o ano passado os partidos de oposição encaminham denúncias de campanha antecipada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem viajado o País ao lado de Dilma, mas a maioria já foi arquivada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por falta de provas ou inconsistência. Fernando Henrique esteve no Rio para um debate sobre descriminalização das drogas e não quis falar sobre os efeitos nas urnas das denúncias de corrupção que levaram à prisão o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ex- DEM e atualmente sem partido. O DEM é o principal aliado no PSDB na disputa presidencial. “Isso é uma questão político-eleitoral. Eu estou aqui discutindo uma questão de Estado e não vou falar sobre isso”, esquivou-se Fernando Henrique.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!