Segunda, 18 de Junho de 2018

Feirão começa amanhã em Campo Grande

25 MAI 2010Por 07h:35

ADRIANA MOLINA

Com inadimplência pequena – de 1,5% nos financiamentos imobiliários –, começa amanhã a 7ª Feira de Imóveis de Campo Grande. De acordo com o presidente do Secovi/MS, Marcos Augusto Netto, este período pode ser considerado o melhor momento dos últimos seis anos para a aquisição de imóveis. Isso porque a economia nacional está em crescimento, há renda e redução nos números do desemprego. “Em 2004 o índice de inadimplência nos financiamentos imobiliários era de 30%, hoje não ultrapassa 1,5%. Os juros eram maiores e o saldo no final do contrato inviabilizava uma aquisição. Hoje, além de juros muito menores, não temos mais saldo devedor na amortização”, compara.

Cerca de 60% das cinco mil casas e apartamentos comercializados na feira serão novos, sendo que alguns desses imóveis ainda se encontram na planta baixa. Os valores oscilam entre R$ 60 mil e R$ 1 milhão. A partir de R$ 1 mil de renda familiar já será possível fazer uma simulação de financiamento no site da Caixa.

“Será um evento não só para quem quer comprar. Quem quiser vender ou fazer permuta de seu imóvel com outro, financiando o saldo (se for o caso); também poderá concretizar isso dentro do feirão por meio das imobiliárias que lá estarão”, explica o presidente do Secovi/MS.

Cerca de R$ 600 milhões serão disponibilizados para compra da casa própria na 7ª Feira de Imóveis de Campo Grande, realizada pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi/MS). O evento tem início amanhã e segue até o dia 29, no Armazém Cultural, com mais de cinco mil imóveis novos e usados, colocados à venda por cerca de 50 construtoras e imobiliárias do Estado.

A concorrência entre as empresas participantes e as facilidades em algumas modalidades de financiamentos são os principais atrativos do feirão que, conforme o superintendente regional da CEF, Paulo Antunes de Siqueira, poderá proporcionar a aquisição da casa própria com valores cerca de 10% menores que no mercado comum. “O agrupamento de várias empresas num mesmo espaço com certeza fará os preços caírem. E, junto com valores menores, haverá ainda a vantagem de poder comprar com todo o tipo de crédito”, comenta.

Entre as linhas disponibilizadas pela CEF durante o evento estão o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); o Programa Minha Casa, Minha Vida e Recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Hoje temos condições de mercado muito melhores que no ano passado, tornando o momento ideal para a compra de um imóvel. Além de mais crédito, estamos com prazos maiores − até 30 anos para pagar − e juros de menos de 5% ao ano”, afirma, lembrando que, em 2009, foram comercializados R$ 150 milhões em cerca de 800 imóveis no mesmo evento.

Leia Também