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Campo Grande - MS, quarta, 19 de dezembro de 2018

FCO analisa liberação de R$ 786 mi para Mato Grosso do Sul

25 AGO 2010Por 05h:38
 Carlos Henrique Braga e Adriana Molina

Pedidos de liberação de crédito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), principal financiador da região, ultrapassam o orçamento do fundo para Mato Grosso do Sul, de R$ 1,28 bilhão, em mais de R$ 2 milhões. Desse montante, R$ 786 milhões ainda estão em análise inicial, como cartas-consulta e elaboração de projetos, e podem ou não ser liberados. Outros R$ 410 mihões terão como destino certo propriedades rurais e empresas; e mais R$ 100 milhões estão em vias de contratação. Os valores, informados pelo secretário-executivo do conselho que dita as regras de liberação de dinheiro no Estado, Jerônimo Alves Chaves, são relativos a 10 de agosto.  
Se o total de crédito aprovado atingir o teto de MS (R$ 1,28 bilhão), o valor será superior ao do ano passado em 57%. Em 2009, financiamentos somaram R$ 814 milhões. A maior demanda por crédito é observada no terceiro trimestre, quando começam os preparativos para safra de verão e é necessário dinheiro para custeio.
O Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel) flexibilizou normas de financiamento a pequenos empresários do setor de comércio e serviços para evitar encalhe de recursos em caixa.
Na última reunião, em 30 de julho, quando o orçamento foi ampliado em R$ 170 milhões, sobrava dinheiro nas parcelas destinadas a cada estado da região Centro-Oeste por quê produtores rurais, interessados em dinheiro para custear a próxima safra, ainda não haviam ido ao banco. “Como nós tínhamos disponibilidade orçamentária em julho, foram alteradas as normas (de empréstimo) para facilitar o acesso ao fundo”, explica Chaves.

Capital de giro
A principal alteração foi o aumento da parcela destinada a capital de giro das empresas. Micro e pequenos empresários foram beneficiados com regras menos rígidas e maior volume de empréstimo para compra de máquinas e equipamentos.
Pelo caráter desenvolvimentista do fundo, criado pela Constituição de 1988 para dar uma força às economias do Centro-Oeste, o maior montante é liberado para investimentos. De acordo com o secretário do conselho, a mudança não descaracteriza o FCO porque mudanças como essa são “transitórias”, pois valores de pedidos e orçamento variam a cada ano. 2009, por exemplo, começou com R$ 661 milhões no orçamento e terminou com R$ 814 milhões em pedidos de financiamento aprovados. Desde a criação do fundo, mais de R$ 2,7 bilhões foram injetados na economia sul-mato-grossense.
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