Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

MÚSICA

Fatboy Slim volta ao Brasil após três anos para apresentação no sábado

5 NOV 2010Por ESTADÃO18h:00

Norman Cook, o Fatboy Slim sente-se em casa no Brasil. Já lotou o Aterro do Flamengo para uma apresentação ao ar livre, puxou trio elétrico no Carnaval de Salvador e até lançou um disco feito exclusivamente para o público do País (Fala Aí, de 2006). Pede desculpas por ter ficado três anos sem dar as caras. A ausência é justificada pelo nascimento da filha caçula, Nelly, no começo deste ano. Mas está de volta a São Paulo como atração principal do festival de música eletrônica UMF, que acontece neste sábado, 6, na Chácara do Jóquei. O Estadão.com.br conversou com o DJ e produtor inglês que, 20 anos após despontar na cena, continua sendo um dos mais respeitados nomes do gênero.

O que a gente pode esperar da sua apresentação no sábado?
É o maior e melhor show dos últimos tempos. Está mais complexo, tem mais recursos visuais. Vai ser set longo, de duas horas. Pelos telões de led, todo mundo vai poder acompanhar os detalhes da performance.

Tem aproveitado bem a estadia aqui?
Sim, cheguei hoje de manhã (quinta, 4). Não voltava fazia três anos. Eu estava aqui me lembrando do quanto eu adoro o povo brasileiro. Vou tocar em Lima amanhã à noite, e volto para o UMF. Então vou assistir ao GP Brasil de Fórmula-1, no domingo, e depois sigo para o Rio.

E essa ligação com o povo latino-americano? Você já produziu música em Cuba, lançou um disco só para os brasileiros e até puxou trio elétrico em Salvador...
É verdade. No Flamengo, disseram que o público foi de 360 mil. Eu acho que tinha mais. Também toquei em uma das edições do Big Brother Brasil, que foi uma loucura. Mas a mais marcante foi no Carnaval de Salvador.

Em 2002, você levou 250 mil pessoas à praia de Brighton, na Inglaterra, também para uma apresentação ao vivo e de graça que virou um caos. Ainda vive por lá?
Sim, moro na praia. Fui para a faculdade em Brighton quando tinha 18 anos, e nunca mais deixei a cidade. É o lugar perfeito para mim... muito liberal. As pessoas têm um outro tipo de consciência, mais respeito. Há uma população gay enorme por lá. São muito tolerantes com as festas e DJs. Isso nos permite, inclusive, tocar na praia.

O que você aprendeu no curso de Sociologia tem servido para alguma coisa nesses anos todos com produtor e DJ?
Na verdade, não. O curso foi só uma alternativa. Se não desse certo a carreira como músico, eu ainda poderia conseguir um trabalho. Nunca usei, na prática, nada do que aprendi. Mesmo assim foi bom, me ajudou a crescer.

Sua carreira é marcada por parcerias, colaborações e diferentes projetos. O que está preparando agora?
Não posso dizer exatamente com quem estou trabalhando. Mas é muito interessante. Não vou te contar meus segredos... Mas não é nada muito diferente do que tenho feito até aqui.

É alguma coisa com o BPA [British Port Authority, projeto com o qual lançou um disco em 2009]?
Foram 15 anos até que conseguíssemos lançar um disco do projeto BPA. Acho que precisamos esperar outros 15 pelo próximo. [Os novos projetos] são colaborações em singles, com outros artistas, isso eu posso adiantar.

O David Guetta também está no Brasil, para abrir, daqui a pouco, o show do Black Eyed Peas...
Sim, irei vê-lo à noite! Não vamos tomar uma caipirinha, porque não bebo mais. Mas é um grande amigo. Uma vez tocamos juntos por cinco horas em cima de um trio elétrico na Bahia.

Ultra Music Festival (UMF)
Sábado, 6/11, a partir do meio-dia.
Chácara do Jóquei - Av. Prof. Francisco Morato, 5.100
Ingressos de R$ 100 (meia/pista comum) a R$ 800 (inteira/VIP)
Classificação: 18 anos

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