Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

COOPHASUL

Famílias serão removidas de favela na Capital

2 MAI 2011Por DA REDAÇÃO13h:40

Moradores da favela Nossa Senhora Aparecida, localizada no bairro Coophasul, se reuniram no sábado (30) com o secretário de Estado de Habitação e das Cidades, Carlos Marun. Em pauta, como será o processo de remoção das famílias para o Residencial Ronaldo Tenuta.

De acordo com o secretário de Habitação, a remoção será realizada em três etapas. Na primeira etapa serão realocadas 50 famílias, as outras 110 nas próximas duas. Todo o processo de remoção será acompanhado por assistentes sociais.

Mudança de Vida

Durante a reunião, a senhora Deolinda Alves Flores, de 62 anos, contou sua história. Costureira e boleira por profissão, ela se vê impedida de trabalhar no que sabe fazer por causa do seu endereço ser em uma favela. “Não posso mexer com minha costura, nem fazer meus bolos. As pessoas têm preconceito de virem na favela para serem atendidas”.

Deolinda e seu companheiro Cristovão Moreira de Abreu, 72 anos, se dizem abençoados por estarem prestes a realizar o sonho da casa própria. “Essa casa é tudo pra mim. Moro aqui há quase nove anos. Os lotes são muito caros, não tenho como comprar um, para ir construindo minha casinha aos poucos. Estou muito satisfeita e feliz em poder realizar esse sonho”, disse a costureira.

Atualmente, para se manter, o casal trabalha com a reciclagem de lixo. O quintal serve de depósito para o material, que é separado e posteriormente vendido. “Olha a condição do meu barraco. Não posso nem arrumar. Ter um sofá bonito. Na minha casa nova vou poder receber meus amigos e colocar uma plaquinha dizendo que sou costureira e boleira”, disse Deolinda, animada.

A mudança das famílias será feita após análise e assinatura de contratos junto à Caixa Econômica Federal. A previsão é que até meados do ano aconteça a primeira mudança das famílias para o Residencial Ronaldo Tenuta, localizado nas proximidades do bairro Santa Emília.

Para finalizar, Marun alertou que apenas as famílias cadastradas participarão deste processo. Outras famílias que mudaram após o cadastro não serão atendidas. “Deixei claro sobre importância da conservação dos imóveis, ou seja, aqueles que pensam em vender, não serão beneficiados em outros conjuntos habitacionais. Alertamos às famílias que não foram cadastradas que estas não participarão do processo. Não adianta fazer um barraco e se mudar, porque apenas aqueles que foram contabilizados serão atendidos”, pontuou o secretário.


 

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