domingo, 22 de julho de 2018

DESOCUPAÇÃO

Famílias deixam residencial de forma pacífica

22 OUT 2010Por MICHELLE ROSSI E EVELIN ARAUJO11h:31

As famílias que estavam no bairro Tarsila do Amaral foram retiradas hoje pela manhã da região, por 40 policiais da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). Os moradores retiraram os barracos que foram colocados na Rua Zulmira Borba, que liga o bairro ao frigorífico Independência.

Estiveram presentes no local o Corpo de Bombeiros, o presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Paulo Ângelo e o deputado estadual Pedro Kemp (PT) que auxiliaram na saída dos cerca de 2 mil ocupantes.

Apesar de representarem uma resistência pacífica à desocupação, muitas pessoas passaram mal por causa do sol forte e foram atendidas pelos Bombeiros. Elas permanecem no local, como forma de protesto.

Hoje à tarde, o deputado estadual Pedro Kemp fará intermediação entre os invasores e a Agência Estadual de Habitação (Agehab).

Saiba Mais

A ocupação na área, que pertence a proprietários particulares, começou no último dia 14 com 32 famílias despejadas do Residencial Iguatemi, por estarem nas casas de forma ilegal. No dia seguinte, mais 60 famílias se instalaram e ao longo da semana mais gente foi se concentrando no local até chegar à estimativa atual. Autoridades disseram que nunca haviam visto uma ocupação tão grande de sem-tetos em área urbana.

Grande parte deles são moradores da região do Conjunto Tarsila do Amaral que vive em casas de aluguel. "Não aguento mais pagar por uma moradia. Nosso salário não dá", declarou Maria Miriam Dias de Souza, diarista, com os documentos – em mãos – das inscrições na Agência Popular de Habitação do Estado (Agehab) e Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha), datados de 2003 e 2002, respectivamente. "Fiz as inscrições, mas até hoje não consegui uma casa".

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