terça, 17 de julho de 2018

FINADOS

Famílias antecipam visitas a cemitérios

2 NOV 2010Por Vânya Santos03h:10

Para evitar tumulto no Dia de Finados,milhares de pessoas optaram por visitar túmulos de parentes nas vésperas do feriado. O movimento em unidades públicas e particulares de Campo Grande foi intenso na tarde de ontem e houve quem resolveu peregrinar por vários cemitérios na véspera para aproveitar o dia de hoje desempenhando outras atividades.

O segurança Sebastião de Oliveira, 56 anos, contou que costuma visitar o túmulo dos pais, no Cemitério Municipal Santo Amaro, no Dia de Finados, mas, como foi escalado para trabalhar no feriado, aproveitou a folga e esteve no local ontem à tarde. Já a dona de casa Eugênia Silva Santos, de 68 anos, afirmou que sempre visita o cemitério na véspera do feriado porque, no dia, os locais costumam ser muito cheios. "Na véspera é muito melhor, tranquilo para rezar e acender vela", opinou a zeladora Fátima Pereira do Nascimento, 52 anos.

O aposentado Audemar Francisco Araújo, 61 anos, veio de Terenos para visitar o túmulo dos pais um dia antes do feriado. "Procuro vir na véspera para evitar o tumulto. Todo mundo vem no dia, mas eu acho que, para respeitar os mortos, não precisa ser só no dia 2 de novembro", ressaltou Audemar, que estava acompanhado do filho Sérgio Gomes de Araújo. "Eu sempre vinha no cemitério com minha avó. Agora continuo a saga com meu pai", revelou.

"Sempre que posso venho na véspera. Hoje mesmo já fui ao Parque das Primaveras e no Santo Antônio", revelou a aposentada Edite Martins, de 94 anos, ao deixar o Cemitério Jardim das Palmeiras, na tarde de ontem. A comerciante Maura, 54 anos, filha de Edite, disse que, no feriado, é preciso parar o carro distante, o que dificulta o acesso da mãe idosa.

Já o funcionário público Anselmo Abel, 60 anos, disse que costuma ir ao Jardim das Palmeiras na véspera de Finados para arrumar o túmulo de sua mãe, que recebe visitas no feriado. "Quando meus irmãos veem, está tudo bem arrumadinho e com flores", descreveu.

Milagrosa
Todos os anos o autônomo Paulo Eduardo Vieira, de 48 anos, pinta o túmulo do pai e da irmã Fátima Aparecida Vieira, que estão enterrados no Santo Amaro. Considerada milagrosa por muito fiéis, Fátima morreu quando tinha apenas sete anos. O irmão conta que uma professora disse que ela precisava acender vela para Nossa Senhora Aparecida se quisesse tirar boas notas na prova.

"Ela foi acender a vela numa dispensa de casa e pegou fogo no vestido. Ela ficou trancada porque a porta só abria pelo lado de fora. Isso foi há 31 anos", relembrou Paulo, contando que hoje muitas pessoas deixam cartas no cemitério porque acreditam que a menina faça milagres. Muitos fiéis também costumam pegar água de uma mina, que existe ao lado do túmulo da criança, porque creem que o líquido seja abençoado.

Trânsito
Durante toda a segunda-feira, equipe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) controlou o trânsito na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Cemitério Santo Amaro, para auxiliar idosos na travessia da pista, já que o fluxo de visitantes era intenso, bem como o de veículos no local.

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