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Campo Grande - MS, domingo, 09 de dezembro de 2018

Família ainda espera o sepultamento para dar “descanso digno” ao garoto Dudu

1 ABR 2010Por 21h:18

Silvia Tada

 

A angústia da família de Dudu não acabou. O pai, Roberto Gonçalves, ainda aguarda para fazer o sepultamento dos restos mortais do filho, para dar um "descanso digno" à vítima, que foi assassinada há 27 meses. Em um dos intervalos do julgamento, o homem comentou com indignação o comportamento do acusado José Aparecido Bispo da Silva, que afirmou ser inocente: "Fico espantado com a frieza dele. Quero que a justiça seja feita, mas sempre haverá esse vazio na minha vida", lamentou.

Logo no início do julgamento, o promotor Douglas Oldegardo solicitou ao juiz que fosse levada para o plenário a urna com a ossada encontrada na área localizada atrás do Museu José Antônio Pereira. No entanto, o juiz Aluízio Pereira dos Santos negou parcialmente o pedido, determinando que os jurados fossem até o 2º andar, onde fica a sala de audiências do Tribunal do Júri, para ver o material.

Segundo explicou o juiz, trata-se de um pequeno caixão de cor branca, usado no enterro de crianças. Dentro, os pedaços de ossos estão embrulhados em papel alumínio. "São mais de 700 fragmentos. Setecentos. Isso dá ideia da brutalidade", afirmou o promotor.

Mesmo com a ansiedade da família em fazer o enterro de Dudu, o magistrado deve avaliar se liberará o material para a família. "Ainda há o julgamento do outro acusado, Holy Lee, que alegou insanidade mental e o recurso está no Tribunal de Justiça. Caso ele seja levado a júri popular, a defesa pode questionar onde estão esses ossos", explicou Aluízio dos Santos.

 

Público

Na primeira parte do julgamento, pela manhã, pais, amigos e familiares de Dudu que estavam no fórum precisaram permanecer em pé devido ao grande número de pessoas que aguardavam a sessão e ocupavam todas as cadeiras. Alguns moradores do Aero Rancho acompanharam o drama e quiseram ver o desfecho do caso.

A avó do menino Rogério Mendonça, Adriana de Mendonça Pedra, foi ao local em solidariedade à família de Dudu. O neto foi morto durante briga no trânsito, em novembro de 2009. Ela chorou durante a fala do promotor. "Quando ele descreveu que o corpo de Dudu estava banhado de sangue, lembrei na hora do Rogerinho. Para a gente que é da família é um alívio ver que o acusado está sendo julgado".

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