CRIANÇA MORREU HOJE

Família acusa Samu de negligenciar atendimento

Família acusa Samu de negligenciar atendimento
07/03/2014 12:30 - VÂNYA SANTOS E DANIELLA ARRUDA


Os pais de Heber Caio Ramirez Ribeiro, de 8 anos, acusam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de negligenciar atendimento à criança, que morreu na madrugada desta sexta-feira (7), em Campo Grande.

O segurança Robson Silva Ribeiro, de 38 anos, contou que na terça-feira de Carnaval, seu filho brincava quando machucou a perna. A mãe deu Dipirona ao garoto. No dia seguinte, a perna da criança amanheceu inchada. A mulher então deu meio comprimido do medicamento Torsilax ao filho.

A família suspeita que o remédio de reação na criança porque na quinta-feira (6), o local da lesão estava roxo e surgiram “calombos” no corpo do menino. Ele teve febre, náuseas e reclamou que não conseguia dormir direito.

Sem dinheiro, o casal combinou que levaria o filho ao médico assim que saísse o pagamento do pai, fato que ainda hoje não ocorreu.

Socorro
Por volta das 4h, o garoto que dormia no mesmo quarto dos pais, puxou o cobertor do casal e reclamou de dor.

Conforme Robson, sua esposa ligou no Samu e o telefonema foi repassado de um atendente para o outro. A mulher relatou que o corpo de seu filho estava gelado e molinho, no entanto, um atendente disse que não era nada grave e recomendou que eles procurassem atendimento no Posto de Saúde do Tiradentes, que funciona 24h e está localizado na região onde mora a família.

O casal pediu ajuda a um vizinho que levou Heber até a unidade de saúde, porém, o pai acredita que o filho tenha morrido antes mesmo de chegar no local. No posto, a informação repassada à família foi a de que o menino morreu em decorrência de parada cardiorrespiratório, mas as causas da morte ainda serão apuradas.

"Talvez, dentro da viatura ele podia ter morrido, mas se a viatura tivesse ido até o local, a chance dele ter sobrevivido seria muito maior", desabafou o pai.

O segurança Robson e a esposa têm 7 filhos e Heber era o quinto deles.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".