Sábado, 23 de Junho de 2018

Famasul reage depois do péssimo resultado em leilão da Conab

31 MAI 2010Por 08h:30
Dividir o Estado em três regiões com valores de prêmio distintos, considerando a logística para exportação. Esta foi a proposta que a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) apresentou ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, para evitar resultados como o que aconteceu no leilão de milho realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na última quinta-feira. Das 80 mil toneladas de milho ofertadas no certame via Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) no Estado, apenas 13 mil foram comercializadas, devido ao baixo valor estipulado pela União, desconsiderando-se a necessidade de deslocamento do produto.

O preço fixado para o prêmio – ou seja, o valor que o Governo Federal repassa aos compradores – foi de R$ 17,46 a saca. Pelos cálculos da Famasul, o preço fixado ficou pelo menos R$ 2,00 abaixo do necessário para adequar o custo da logística para escoamento pelo porto de Paranaguá, por exemplo. Com isso, Mato Grosso do Sul teve um dos piores resultados no leilão realizado pela Conab, que também colocou em oferta milho produzido em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná, totalizando um milhão de toneladas. Estados como Goiás e Mato Grosso negociaram 100% do milho colocado à venda.

A proposta de dividir o Estado em três áreas nos próximos leilões foi levada ao ministro ainda na quinta-feira, em reunião com representantes da cadeia produtiva do milho de todo o Brasil, em São Paulo. Segundo o Coordenador da Comissão Técnica da Agricultura da Famasul e presidente da Aprosoja, Almir Dalpasquale, a Famasul se propõe a estruturar a divisão do Estado, e a proposta foi muito bem recebida pelo ministro da Agricultura. “De São Gabriel do Oeste até Naviraí, por exemplo, são cerca de 600 quilômetros. Não há como desconsiderar essa distância na logística de escoamento dos produtos”, justificou. Dalpasquale apresentou a proposta da Famasul ao ministro.

Mesmo avaliando o resultado do leilão positivamente, pois 72% do milho ofertado foi vendido, o ministro reconheceu que algumas regiões não foram contempladas de maneira a estimular a aquisição de prêmios e prometeu analisar a equalização, com a adequação do prêmio as distâncias dos Estados. Wagner Rossi prometeu ainda mudar o perfil das cotas destinadas para cada Estado.
O leilão de milho é motivado pela necessidade de abrir espaço nos armazéns da Companhia para estocagem do milho safrinha.

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