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Faltam mulheres na disputa por vagas na Assembleia

19 JUL 10 - 19h:57
Fernanda Brigatti

As coligações que disputam as eleições deste ano garantem que cumprem a proporcionalidade de gêneros, prevista pela legislação eleitoral, mas os números mostram que apesar do esforço, os homens são maioria e ainda invadem o espaço reservado às candidatas. As estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstram que na disputa pela Assembleia Legislativa, o número de candidatos homens ultrapassa o limite previsto por lei. São 195 homens, o que corresponde a 75% do total de candidatos, e 65 mulheres, ou 25%, concorrendo a 24 vagas.
Segundo a Lei 9.504, o número de homens e mulheres candidatos deve seguir a proporção de, no mínimo, 70% para um e 30% para outro. Na eleição anterior a regra já existia, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não previa a obrigatoriedade do preenchimento dessas vagas. Hoje, o entendimento da Corte é de que se a coligação não conseguir preencher a lista de candidatos com a proporção correta entre os dois gêneros, então deve reduzir o número de concorrentes.
Em Mato Grosso do Sul, 87 mulheres serão candidatas na disputa proporcional. Concorrem a uma das oito vagas na Câmara dos Deputados 22 mulheres. À Assembleia Legislativa, 65 mulheres disputam o pleito.
O presidente regional do PT, Marcus Garcia, afirmou que o partido não encontrou dificuldades em cumprir a regra, pois já vinha trabalhando para estimular candidaturas femininas. Na coligação A Força do Povo, o PDT teve dificuldades para completar o quadro de candidatas. Com 12 homens na disputa, o partido deveria lançar pelo menos três mulheres. Lançou duas.
Outros partidos, como o PSOL, nem mesmo lançaram candidatas. O PRTB lançou apenas uma mulher.
O PMDB, que encabeça a coligação Amor, Trabalho e Fé, também trabalhou no último ano para garantir as candidaturas de mulheres. Esacheu Nascimento defende não apenas proporções de gênero, mas também de grupos organizados e de regiões do Estado.
Em Mato Grosso do Sul, disputam as eleições deste ano 353 candidatos, dos quais 261 (73,9%) são homens e 92 (26%) são mulheres, considerando a eleição majoritária e proporcional. Na concorrência à Câmara dos Deputados, a proporção de 69,4% de candidatos homens (50) e 30,5% de mulheres (22).
Ainda aparecem como representantes do sexo feminino na disputa as vices dos três candidatos: Tatiana Ujacow (PV), de José Orcírio (PT), Simone Tebet (PMDB), de André Puccinelli (PMDB), e Ivone (PSOL), de Nei Braga (PSOL).
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