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Falta mandioca e indústrias de amido falam em importar

22 FEV 10 - 03h:33
O excesso de chuvas, assim como ocorre no noroeste do Paraná, está afetando a colheita da mandioca e a produção de fécula nos municípios do cone sul do Estado, onde se concentram as maiores indústrias desse setor. E a queda na produção fez os preços subirem nas principais praças do País, chegando perto dos R$ 200 a tonelada em Mato Grosso do Sul. Algumas fecularias estão ociosas, praticamente paradas nos últimos dias por falta de fornecimento da matéria-prima porque os caminhões não conseguem sair das propriedades rurais transportando a mandioca. Os atoleiros nas estradas estão prejudicando a saída do produto. O forte da colheita ocorre de março a outubro, mas muitos produtores mantêm parte da mandioca no solo para vender neste período de passagem de uma safra para outra. Mas, com a chuvarada, o arranquio está prejudicado em Ivinhema, Mundo Novo, Glória de Dourados, Naviraí, Itaquiraí e outros municípios onde a cultura tem peso econômico e abastece as indústrias de amido. A empresa NKR, de Itaquiraí, filiada à Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca – Abam, por exemplo, recebe em períodos normais, de 90 a 110 toneladas por dia. Porém, com o período chuvoso está com seu esmagamento parado por falta do produto. A tonelada de mandioca na NKR estava cotada a R$ 190 (renda 20) na quarta- feira passada, quase o dobro do preço de um ano atrás. Já o Cepea/Esalq cotou o produto a R$ 188/t posto fábrica para o pagamento entre 15 e 23 dias. Os preços da mandioca estão em elevação desde julho de 2009 e, desde aquele período, a alta já atinge 77,2%, em termos reais, segundo o Cepea, com pico de R$ 219,21 a tonelada, em algumas praças. Em 2008, Mato Grosso do Sul manteve a posição de segundo maior produtor de fécula de mandioca do País, atrás do Paraná e na frente do Estado de São Paulo. Segundo a Abam, das indústrias do Estado saíram 107.182 toneladas, equivalente a 19% da produção brasileira. O Paraná respondeu por 62% do amido nacional, ou 353.944 toneladas.
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